Vídeo curto sobre Bastet

Na mitologia e na religiãoEgípcia, a deusa Bastet — frequentemente identificada como filha de Ísis e Rá — desempenha um papel fundamental. Ela é geralmente referida como a “deusa gata” e aparece em pictogramas com a cabeça de um gato-do-deserto. No entanto, os egípcios atribuíram a Bastet vários nomes ao longo da história, incluindo Tefnut, a deusa com cabeça de leão. Na sociedade egípcia antiga, os gatos eram altamente reverenciados e considerados a forma física da deusa Bastet. Eles também eram considerados semideuses. Este artigo examina as muitas facetas de Bastet, sua função como deusa guardiã e sua conexão com os gatos, ao mesmo tempo em que enfatiza sua importância contínua na era moderna.

Bastet: A Deusa da Proteção e do Prazer

Ao longo da história egípcia, Bastet, reverenciada principalmente no Baixo Egito, apresentava uma forma e habilidades dinâmicas e mutáveis. Ser uma deusa protetora era um de seus papéis mais conhecidos. Acreditava-se que ela percorria os céus com seu pai, o deus do sol Rá, todos os dias para protegê-lo e velar por ele. Além disso, ela se transformava em gata à noite para proteger Rá da cobra Apep, seu pior inimigo. Bastet adquiriu vários títulos em virtude de seu papel de guardiã, tais como o Olho Sagrado e Onisciente, Deusa do Sol Nascente e Senhora do Oriente. Ela também estava ligada à Lua e simbolizada tanto como os olhos de Rá quanto os da lua, o que ressaltava seu caráter protetor.

Gato egípcio

O significado dos gatos

Os antigos egípcios nutriam um carinho especial pelos gatos, e sua relação com Bastet os transformou em semideuses. Além de suas funções práticas, como guardar os campos e impedir a propagação de doenças ao capturar roedores, os gatos tinham uma forte conexão espiritual no antigo Egito. Acreditava-se que os gatos representavam a deusa Bastet. Como resultado, um grande número de gatos era venerado durante a vida e acabava sendo mumificado, com o templo de Bastet servindo como seu local de descanso final. Essa veneração aos gatos e sua relação íntima com Bastet ainda é evidente em algumas situações contemporâneas, nas quais acredita-se que a proteção dela abrange os amigos felinos dos dias de hoje.

Bastet

Bastet como catalisadora da mudança

Bastet enfatiza o valor de aceitar a mudança ao representar o desenvolvimento e o progresso. Sua imagem é frequentemente retratada segurando um sistro, um instrumento musical que se assemelha a uma cascavel e simboliza harmonia, equilíbrio e transformação. A mulher inspirada na deusa Bastet, que abraça a mudança sem medo, encarna essas qualidades. Ela compreende que a mudança muitas vezes exige ajustes radicais e se adapta com facilidade ao ambiente em constante transformação. A representação de Bastet das características associadas às famílias dos leões e dos felinos — força, agilidade, fidelidade, graça, cautela e independência — destaca sua importância como figura de transformação e crescimento

Como porta-voz do povo dos felinos, Bastet é uma figura poderosa, sábia e influente. De acordo com a mitologia egípcia, ela auxiliou na formação da Terra e no avanço do estado espiritual da humanidade. Sua afinidade com os felinos e seu papel na determinação do destino do planeta comprovam seu impacto duradouro. Bastet liderou o povo dos gatos na observação e orientação do desenvolvimento da Terra ao longo dos anos, interferindo quando a humanidade se mostrou digna de seu apoio.

Conclusão

Os antigos egípcios eram fascinados pela deusa Bastet, e as pessoas ainda hoje se sentem fascinadas e inspiradas por ela. Ela representa segurança, alegria e a capacidade de promover mudanças em seu papel de deusa dos gatos. Sua ligação com os gatos eleva a posição destes ao nível de criaturas divinas, e sua representação como o sol nascente e a Senhora do Oriente enfatiza seu papel protetor. A representação do povo dos gatos e seu simbolismo como uma catalisadora do crescimento servem como evidência do significado e da sabedoria duradoura de Bastet. Da mesma forma que a deusa Bastet personifica a força transformadora do espírito felino, somos inspirados a acolher a mudança e promover a valorização pessoal ao honrá-la e venerá-la.

Leitura complementar

Assmann, J. (1995). Egyptian Solar Religion in the New Kingdom: Re, Amun and the Crisis of Polytheism. Routledge.

Esta obra de Jan Assmann explora as crenças e práticas religiosas dos antigos egípcios durante o período do Império Novo. Ela investiga a complexa relação entre as divindades solares Rá e Amon, lançando luz sobre a crise do politeísmo que ocorreu nessa época. A escolha deste livro baseia-se em sua análise autorizada da religião solar egípcia e em sua contribuição para a compreensão da dinâmica religiosa do antigo Egito.

Wilkinson, R. H. (2003). The Complete Gods and Goddesses of Ancient Egypt. Thames & Hudson.

A obra abrangente de Richard H. Wilkinson oferece um guia de referência detalhado sobre os deuses e deusas do Egito Antigo. Ela apresenta uma visão aprofundada das diversas divindades adoradas pelos egípcios, seus papéis e seu significado dentro do contexto religioso mais amplo. Este livro foi escolhido por sua exaustividade e acessibilidade, tornando-o um excelente recurso para aqueles interessados em compreender o diversificado panteão de deuses e deusas do Egito Antigo.

Pinch, G. (2004). Egyptian Mythology: A Guide to the Gods, Goddesses, and Traditions of Ancient Egypt. Oxford University Press.

O livro de Geraldine Pinch oferece uma visão geral concisa e envolvente da mitologia egípcia, com foco nos deuses, deusas e tradições religiosas do Egito Antigo. Abrange uma ampla gama de assunto, incluindo mitos da criação, divindades associadas a fenômenos naturais e o papel da mitologia na sociedade egípcia. Esta seleção foi feita devido à acessibilidade do livro, tornando-o um valioso recurso introdutório para leitores que buscam uma compreensão abrangente da mitologia egípcia.

Fonte: Connect Paranormal

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