Gilgamesh, o gigante imortal e o enigma das tabuletas de argila mais antigas que a Bíblia

Autor: Planeta Maldek                     Tradução de: Rafael Barros

Muito da história antiga não se encontra refletida nos livros, mas em relatos antigos. Um desses extratos tem a ver com Gilgamesh e as tabuletas de argilas babilônicas.

Durante séculos, os estudantes europeus têm estado lendo os antigos mitos sobre Hercules e Ulisses, assombrados pelas façanhas dos heróis antigos. Os cristãos conheciam a história do homem forte do Antigo Testamento, Sansão, quem fez pedaços dos leões com suas próprias mãos. Os artistas escreveram centenas de lenções sobre esses heróis. Os escultores esculpiram dezenas de estátuas, mas ninguém sabia que tantos os heróis bíblicos como os antigos datam do mesmo personagem.

Em 1849, o arqueólogo britânico Austin Henry Layard escavou no Oriente Médio. Queria encontrar evidências dos eventos descritos no Antigo Testamento. Nesse momento, acreditava-se que a Bíblia continha os textos mais antigos do mundo. No entanto, as escavações de Layard prejudicaram essa versão. As tabuletas de pedra que encontrou na biblioteca doo rei Assurbanipal resultaram ser muito mais antigas que os textos bíblicos mais antigos.

Uma das tabuletas com os mitos de Gilgamesh. Imagem: wikipedia.org

Rei Gilgamesh

As tabuletas foram copiadas com urgência e enviadas a Inglaterra, onde os melhores especialistas do Museu Britânico assumissem da tradução. Foram necessários muitos anos, e a primeira versão em inglês mais ou menos completa estava pronto recentemente em 1870. A primeira em chamar a atenção foi a história do dilúvio global, que é muito similar à bíblica. Nas tabuletas, o antigo sábio imortal o falou do dilúvio ao rei Gilgamesh. O mundo científico europeu disparou, debatendo se esse evento coincide com o bíblico e, em caso afirmativo, se é possível estabelecer sua data.

Os cientistas tentaram estabelecer primeiro a época do reinado de Gilgamesh. Segundo fontes arqueológicas, foi possível descobrir que tal rei realmente existia. Governou a cidade de Uruk no terceiro milênio antes de Cisto. Num dos textos encontrados durante as escavações, pode-se ler que Gilgamesh construiu os muros de Uruk. Isso tornou possível reduzir alguns dos anos estimados de vida do lendário rei.

Mitologia suméria: um grupo de heróis com nomes assustadores

Para os não historiadores, os mitos da Suméria sobre Gilgamesh são interessantes, E não somente, pelas emocionantes aventuras e o antigo rei, mais também por sua similaridade com outros heróis famosos da antiguidade.

Gilgamesh era um deus e um tirano, praticamente ativamente o direito da primeira noite e conduzindo as pessoas a trabalhos sem sentido. Os súditos do cruel rei rezavam a todos os deuses para que libertassem do tal governante, e os governantes celestiais, depois de consulta-o, criaram um selvagem Enkidu, «igual a Gilgamesh». Esse poderoso «Mowgli» vivia em absoluta harmonia com a natureza. Teve que ser domesticado com a ajuda das sacerdotisas da deusa do amor, a quem o selvagem não atacou. Al selvagem domesticado foi-lhe explicado que devia derrotar o rei e a mostrou o caminho a Uruk.

O mensageiro dos deuses chegou à cidade e imediatamente foi violado por Gilgamesh. Depois de uma longa batalha, o rei ganhou, mas reconhecendo a força de seu oponente, o convidou a a se tornar seu amigo e assistente. De repente, Enkidu esteve de acordo. Para o celebrar, o rei se ofereceu a ir e realizar a façanha: matar o terrível demônio Humbaba. O novo amigo estava tão surpreendido por esse giro dos acontecimentos, mas, no entanto, esteve de acordo.

Quando Gilgamesh foi pedir as bênçãos de sua mãe, a deusa Ninsun, ela adotou Enkidu, convertendo-o no meio irmão do próprio rei. Tendo recebido o conselho de sua mãe, Gilgamesh e Enkidu foram ao bosque onde vivia Humbaba. No alto, o rei teve pesadelos sobre desmoronamentos de rochas terríveis tempestades elétricas, touros selvagens e pássaros gigantes que cospem fogo. Enkidu o interpretou como otimismo como uma previsão do próximo êxito na campanha.

Gilgamesh luta contra o Touro Celestial. Baixo relevo sumério. Imagem: wikipedia.org

Al chegar ao bosque onde vivia Humbaba, o rei se assustou quando viu um gigantes terrível, mas Enkidu conseguiu recuperar sua coragem de seu irmão e se lançou na batalha. Inclusive a força de Gilgamesh não foi suficiente para derrotar o terrível demônio. Então o deus da justiça e o Sol, Shamash, vendo o que estava sucedente, enviou um furação para interferir com a enorme Humbaba. Quando o rei derrotou o demônio, então orou pedindo misericórdia, o assegurando de que se converteria em seu serviçal leal de Gilgamesh. Enkidu declarou que não confiava no demônio e de ofereceu para acabar com ele, fortalecendo assim sua autoridade. E assim o fizeram.

O rei, que voltou com a cabeça de um monstro terrível, foi honrado como um herói. Inclusive, a deusa do amor Ishtar se interessou por Gilgamesh em todos os sentidos. Mas o rei sabia de sua frivolidade, pelo que de imediato parou todas as possíveis inclinações contra ele. A deusa ofendida foi a seu pai, o deus supremo Anu e lhe suplicou, enviou ao Touro Celestial a Uruk, quem provocou inundações, pisoteou os campos e matou pessoas. Gilgamesh e Enkidu derrotaram o monstro, e sem nenhuma ajuda divina.

O final de Enkidu

Isso transbordou o cálice da paciência celestial, e os deuses decidiram matar Enkidu, quem não cumpriu com sua vontade. O pobre se adoeceu na hora, e quando se deu conta que os deuses eram os culpados disso, os amaldiçoou durante 12 anos completos. Quando Enkidu faleceu, Gilgamesh estava tão aflito que se negou a crer na morte de seu irmão até que a primeira larva caiu do nariz do morto.

Escultura suméria de Enkidu. Imagem: wikipedia.org

O rei organizou um funeral do mais alto nível. Toda a cidade e os habitantes das aldeias ao redor foram convidados para a festa, o rei mesmo raspou sua cabeça em sinal de luto e preparou incalculáveis riquezas de seu tesouro para enterrar com Enkidu. Para a tumba, inclusive, bloquearam o rio, cavaram a tumba no fundo, a enterraram e logo deixaram a água novamente para que o irmão do rei descansasse no fundo, onde ninguém pudesse chegar até ele.

Busca da imortalidade

Depois da morte de seu irmão, o rei se deu conta de que mais nada no mundo temia sua própria morte. O novo objeto de Gilgamesh era a busca da imortalidade. para esse fim, decidiu recorrer a Utnapishtim, a quem os deuses concederam a imortalidade. Em seu caminho, se encontrou com leões, dos que se fez roupa nova, encontrou-se com duas pessoas escorpiões, a quem persuadiu para que o deixassem passar em paz, e caminhou para uma trilha na montanha onde o sol nunca havia estado. Assim que chegou ao sempre florescente Jardim dos Deuses.

Para surpresa do mendigo, Utnapishtim parecia uma pessoa atualizada. Gilgamesh tratou de averiguar como conseguiu a imortalidade. Lhe disse que quando os deuses o informaram do dilúvio e o proporcionaram tudo o que necessitava para construir a arca, escapou com sua família, trabalhadores e animais, como recompensa por seguir estritamente as instruções, quando terminou o dilúvio, os deuses o concederam a ela e a seus seres queridos a imortalidade. Gilgamesh continuou insistindo onde ainda havia um segredo da vida eterna. Logo, o sábio sugeriu que o herói não tentasse ficar dormindo durante seis dias e sete noite: depois de tudo, o sono é uma pequena morte, mas como quer vencer à morte se não pode vencer o sono. Naturalmente não fez frente a prova.

Gilgamesh lita com leões. Estatueta suméria. Imagem: wikipedia.org

Antes de se separar, a esposa de Utnapishtim, disse que havia ouvido falar de uma planta que não dá imortalidade, mas que pode devolver a juventude uma vez. Encantado, Gilgamesh embarcou-se numa nova busca e inclusive conseguiu encontrar uma flor mágica. Não usou a planta de imediato, mas decidiu voltar a Uruk, estudar a flor milagrosa ali e preparar um elixir da juventude a partir dela. No caminho de volta, o rei queria nadar. Enquanto se lavava, a flor mágica foi devorada por uma serpente que se arrastava. Ela rejuvenesceu, se descartou de sua pele e se rastejou para longe. Em sentimentos de frustação, Gilgamesh voltou a sua Uruk natal, sem saber o que fazer em seguida.

Uma história sem fim é uma história cujo final não tem sido encontrado

Há uma série de fragmentos que faltam. Apesar de que essa parte também fala de Gilgamesh, os pesquisadores creem que isso não seja uma continuação da epopeia, sendo uma espécie de ««spin-off»: Gilgamesh volta a se encontrar com um Enkidu vivo e saudável. Juntos viajam para o além para recuperar algo roubado do rei. Mas devido aos fragmentos perdidos, é muito difícil entender a que parte da história pertence esse fragmento.

Quando a epopeia de Gilgamesh foi traduzida e publicada no final do século XIX e princípios do XX, inspirou a muitos autores de uma ampla variedade de gêneros, da fantasia até as novelas históricas. O antigo personagem converteu-se em herói de anime e os jogos de computador. Inclusive, nos países muçulmanos, essa história é muito popular. Por exemplo, Saddam Hussein era uma grande amante das histórias sobre o grande rei da antiga Mesopotâmia. Provavelmente, o ditador bigodudo do Iraque se considerava de alguma maneira o herdeiro de Gilgamesh, o ganhador de tudo.

Fonte: Planeta Maldek

Publicado por Rafael Barros

Analista de sistemas apaixonado pelos estudos da teoria dos antigos astronautas e pesquisador da Associação Mato-grossense de Pesquisas Ufológicas e Psiquicas- AMPUP - MT

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