Autor: Mystery Planet Tradução: Rafael Barros
Dentro das histórias de gigantes e veículos voadores que fazem parte da cultura suméria, nenhuma se compara à Epopeia de Gilgamesh, o filhos dos “deuses”, ou a lenda do deus-anfíbio Oannes.
“E então houve o dilúvio, e depois dele a realeza retornou do céu…”. (Escrita cuneiforme suméria)
Os sumérios viviam na Mesopotâmia, entre o Tigre e o Eufrates. Eles representavam uma forma superior de cultura que prevalecia sobre os bárbaros e os semitas nômades. Possuíam conhecimentos astronômicos altamente avançados e eram capazes de fazer cálculos com 15 dígitos, ou seja, números superiores a 100 trilhões. Para fins de comparação, basta dizer que os gregos não conseguiam contar acima de 10.000.
Os sumérios, que precederam os babilônios, praticamente fundaram a civilização atual quando se estabeleceram ao longo do rio Eufrates em cerca de 5.000 a.C. Mas esqueletos com 45.000 anos de idade já foram encontrados na região.

Os registros mostram que os dez primeiros reis da Suméria viveram um total de 456.000 anos, o que dá uma média de 45.600 anos para cada um. Tabuletas de argila contam várias histórias fantásticas, incluindo gigantes, monstros e naves voadoras. Duas dessas histórias são particularmente impressionantes: a lenda do deus-anfíbio Oannes e a Epopeia de Gilgamesh.
Oannes é um ser misterioso que, de acordo com Berossus – sacerdote da cidade de Baal (Babilônia) – aparece na cidade de Eridu, tendo emergido do mar durante um nascer do sol no quarto milênio. Ele foi descrito por Berossus como “um animal com razão”.
“O animal tinha o corpo inteiro de um peixe. Sua voz, e sua linguagem, era humana e articulada (…) Durante o dia, esse ser estava acostumado a conversar com o homem, mas não se alimentava nessa estação do ano. E ele lhes deu entendimento em letras, ciência e todas as formas de arte. Ensinou-os a construir casas, a fundar templos, a reunir leis e explicou-lhes os princípios do conhecimento geométrico. Ele os fez distinguir as sementes da terra e lhes mostrou como colher frutos. Resumindo, ele os instruiu em tudo que pudesse suavizar seus modos e humanizar a humanidade. Suas instruções eram tão universais que, desde então, nada foi acrescentado para melhorá-las. Quando o sol se punha, esse ser costumava mergulhar de volta no mar e passar a noite em suas profundezas, pois era anfíbio. Depois disso, outros animais como Oannes apareceram lá”.
A história de Gilgamesh é o mais antigo épico conhecido. Ela é anterior ao próprio Antigo Testamento. São conhecidas várias versões dela, sendo a mais completa do terceiro milênio a.C. E há versões ainda mais antigas.

De acordo com o historiador Norberto de Paula Lima, “a história de Gilgamesh é a história de um homem real, mas na realidade mágica e no aspecto material eles diferem muito pouco. E esse homem buscava um nome imortal, buscava compartilhar a natureza dos deuses e (…) da humanidade não mutilada, que se comunicava diretamente com Deus”.
Gilgamesh era considerado, na Suméria, “o homem para quem as coisas eram conhecidas”. Ele é o típico mestiço entre “deuses” e terráqueos. “Quando os deuses criaram Gilgamesh, eles lhe deram um corpo perfeito (…) Dois terços fizeram dele um deus e um terço um homem.
Ele viajou por muitas terras até chegar a Uruk e se tornar seu rei. Esse gigante era temido por sua arrogância e, aparentemente, por seu insaciável desejo sexual, pois ele não evitava “nem moças, nem virgens recém-casadas, nem as filhas dos guerreiros, nem a esposa dos nobres”.
A visita de uma nave voadora
Naquela época, toda cidade suméria era protegida por um “deus”, e os habitantes de Uruk clamaram a ele, seu deus Anu, para que tomasse uma providência semelhante à de Gilgamesh. Os deuses decidem então criar um rival para o gigantesco rei de Uruk. Do barro surge Enkidu, um gigante das colinas, um ser selvagem e protetor da natureza. “Sua cabeça estava coberta de cabelos enrolados. Ele não sabia nada de humanidade. Não sabia nada sobre o cultivo da terra. Ele era forte como um imortal do céu”.
Certo dia, um caçador foi confrontado pelo gigantesco e selvagem Enkidu e, aterrorizado, foi pedir ajuda a Gilgamesh. Assim como os deuses agiram com o povo de Uruk, Gilgamesh agiu com o jovem caçador. Ele sugeriu que Enkidu, o gigante das colinas, fosse seduzido por uma prostituta. E assim foi feito. Um dia, quando Enkidu foi saciar sua sede em uma fonte, junto com os rebanhos selvagens, havia uma bela mulher esperando por ele. E “ela não tinha vergonha de tomá-lo. Para possuí-lo e acolher sua cobiça. De possuí-lo e de acolher sua cobiça. Enquanto se inclinava sobre ele sussurrando amor, ela lhe ensinou a arte da feminilidade. Durante seis dias e sete noites eles ficaram juntos”.
Mas quando Enkidu quis voltar à vida animal, foi rejeitado. E a prostituta o convenceu a voltar com ela para a cidade. Ao chegar, Enkidu desafiou Gilgamesh para uma luta. Os dois gigantes tiveram então uma batalha curta, mas devastadora. Gilgamesh vence, mas os dois se abraçam e imediatamente se tornam amigos. Enkidu, por sua vez, jura lealdade absoluta ao seu rei.

E praticamente aqui começa o épico propriamente dito. Gilgamesh e Enkidu, os gigantes, unem forças para enfrentar Humbaba, o gigante feroz que governava “a terra onde o cedro é derrubado” (Líbano?). Eles vencem, e a própria Ishtar, a deusa suméria do mar, pede Gilgamesh como seu noivo. Mas Gilgamesh a recusa.
Furiosa, Ishtar se vinga lançando o “Touro do Céu” contra Gilgamesh, que derrotou o touro e passou a cobiçar a vida eterna. O gigante então construiu uma arca para sobreviver a um dilúvio que aterrorizou os próprios “deuses” (o dilúvio da “Bíblia” foi descrito mais tarde). Depois de passar por isso, Gilgamesh morre.
Aparentemente, não há um único objeto voador nesse épico, mas isso é necessário? Se alguém fez referência a um OVNI na antiga Suméria, deve ser uma lenda do rei Etana, encontrada em Nínive, na biblioteca de Assurbanipal. Etana viveu após o dilúvio, e sua história é descrita assim pelo historiador italiano Alberto Fenoglio:
O rei Etana viveu há cerca de 5.000 anos, era chamado de Rei Deus e foi levado como convidado de honra em uma nave voadora em forma de escudo que pousou em uma praça atrás do palácio real, cercada por um redemoinho de chamas. Da nave voadora saíram homens altos, de pele escura e cabelos claros, vestidos de branco, belos como deuses, que convidaram o Rei Etana, a quem seus conselheiros tentaram convencê-lo de viajar no objeto voador. Em meio a um turbilhão de chamas e fumaça, ele subiu tão alto que a Terra com seus mares, ilhas e continentes lhe pareceu um bolo em uma cesta, que então desapareceu de sua vista.

“O rei Etana, na nave voadora, alcançou a Lua, Marte e Vênus e, após duas semanas de ausência, quando uma nova sucessão ao trono estava sendo preparada, a nave voadora cruzou a cidade e desceu carregada com um anel de fogo. O fogo foi extinto. O rei Etana deixou a nave com alguns dos homens loiros, que permaneceram como seus hóspedes por alguns dias.”
Fonte: Mystery Planet





Deixar mensagem para Rafael Barros Cancelar resposta