Autor: Planeta Maldek Tradução de: Rafael Barros
Um antigo texto chamado Livro dos Gigantes relata a história oculta de como os Nefilins foram exterminados.
Há mais de 60 anos, escavações nas Cavernas de Qumram (Mar Morto) revelaram quase mil antigos pergaminhos que ofereciam detalhes importantes do passado da humanidade. Os arqueólogos ficaram surpresos ao encontrar tantos textos incomuns e, entre eles, um rolo de papel que oferecia pistas sobre os Nefilim, seres gigantes citados na Bíblia.
Chama-se O Livro dos Gigantes. Revisaremos as histórias antigas sobre estes seres.

A Bíblia trás várias referências aos Nefilins e a maioria pode-se encontrar no Livro do Gênesis. A maior parte da informação relativa aos gigantes da antiguidade vem do livro apócrifo de Enoque. Essa antiga obra religiosa judaica se atribui ao bisavô de Noé, embora alguns estudiosos datem partes dessa obra por volta de 300 a.C.
Enoque é um personagem enigmático. O Livro do Gênesis nos diz que viveu na Terra durante 365 anos, antes de ser levado por Deus. “Andou com Deus, e já não existe, porque Deus o tomou.” Durante seu tempo aqui, nosso planeta foi habitado também por “anjos” que interagiam livremente com os humanos e eventualmente cruzaram com as “filhas dos homens” e deram origem a uma raça de híbridos anormalmente fortes e gigantes chamados Nefilins.
A origem da palavra nefilim não é totalmente compreendida, mas os estudiosos propuseram várias etimologias: “os caídos”, “apóstatas” ou “aqueles que fazem os outros caírem”. Independentemente do seu nome, os nefilins sempre foram sinónimo de gigantes.
O Livro dos Gigantes, encontrado nas cavernas de Qumran, oferece uma perspectiva diferente do Livro de Enoque. Embora incompletos, os fragmentos dos pergaminhos descrevem um quadro sombrio: os Nefilins tomaram consciência de que, como resultado de seus caminhos violentos e perversas, enfrentavam a destruição iminente, e isso os assustou o suficiente para pedir a Enoque que falasse em seu nome diante de Deus.

O texto começa detalhando como os Nefilins atormentaram a Terra e todos os que nela viviam. Mas assim que todos começaram a receber os sonhos proféticos da sua condenação, o medo apoderou-se de seus corações. O primeiro a ter esses sonhos foi Mahway, o filho titã do anjo Baraquel. No seu sonho, ele viu uma tábua a ser mergulhada na água. Quando a tábua emergiu, todos os nomes, exceto três, tinham sido removidos. Este fato simboliza o dilúvio e a subsequente destruição de todos os filhos de Noé, com exceção dos três.
Na altura, este fato ainda não era evidente para os Nefilins, pelo que debateram o significado do sonho de Mahway, mas não conseguiram interpretar os sinais. Pouco depois, mais dois gigantes, Ohya e Hahya, filhos do anjo caído Shemihaza, começaram a ter sonhos semelhantes, sonharam com uma árvore a ser arrancada, exceto três das suas raízes.
Depois disso, o resto do grupo de gigantes começaram a ter sonhos apocalípticos:
Então dois deles tiveram sonhos e o sonho dos seus olhos tinha fugido diante deles, e levantando-se, foi ter com [… e contou] os seus sonhos, e contou-lhe na assembleia dos [seus companheiros] os monstros [… No] meu sonho eu estava a ver esta mesma noite [e havia um pomar … ] os jardineiros e os que estavam a regar [… duzentas árvores e] grandes brotos saíram da sua raiz […] toda a água, e o fogo queimou todo [o jardim …] Encontraram os gigantes para lhes contar o sonho …

Os gigantes deram-se conta do carácter profético dos seus sonhos e procuraram a ajuda de Enoque. Infelizmente, Enoque já tinha desaparecido da face da Terra, pelo que o Nefilim escolhido, um dos seus membros, empreendeu uma viagem cósmica para o encontrar.
[Mahway] cavalgava no ar como ventos fortes e voava com suas mãos de águia […] abandonou] o mundo habitado e passou sobre a desolação, o grande deserto […] e Enoque o viu e o saudou, e Mahway lhe disse […] aqui e ali uma segunda vez para Mahway […] os gigantes esperam suas palavras, e todos os monstros da Terra. Se […] vos tivessem tirado […] desde os dias […] da vossa […] e se acrescentassem […] saberíamos por vós o seu significado […] duzentas árvores que do céu desceram…”
Infelizmente, partes dos pergaminhos foram danificadas de forma irreparável, mas a descrição do texto é evidente. Um dos Nefilins saiu da terra em busca de Enoque e dos seus poderes de interpretação da visão. O texto torna-se muito interessante se substituirmos alguns termos e o considerarmos não como um relato alegórico, mas como a descrição de um acontecimento real cujo significado se confundiu com o tempo.
Se considerarmos que voar “com mãos de águia” é uma metáfora, podemos colocar a hipótese de Mahway ter levantado voo da Terra numa nave espacial? Nesse caso, será que a “desolação, o grande deserto” se refere ao espaço interestelar? Depende de até que ponto estamos dispostos a interpretar um fragmento de um pergaminho com 2000 anos.

Enoque envia Mahway de volta de onde veio, prometendo-o que ele falará com Deus em nome deles. Infelizmente para os Nefilins, as tábuas que Enoque lhes enviou não lhes trouxeram boas notícias:
O escriba Enoque […] uma cópia da segunda tábua que [Enoque] enviou na mesma parte de Enoque o escriba observou […] Em nome de Deus, o grande] e santo, para Shemihaza e todos os seus companheiros […]
Que se saiba que não […] e as coisas que fizeste, e que as tuas mulheres […] com os seus filhos e as mulheres dos [teus filhos] pela tua depravação na terra, e que tem havido sobre ti [… e a terra está a clamar] e a queixar-se de ti e dos atos dos teus filhos […] o mal que lhe fizeste.
[…] Até que Rafael apareça, eis que a destruição [está a chegar, um grande dilúvio, e destruirá todos os seres vivos] e o que está nos desertos e nos mares. E o significado da matéria […] sobre vós para o mal. Mas agora, desatai os laços [que vos prendem ao mal…] e rezai.”
Se rezavam ou não, o texto não o diz. Mas parece que já não estão aqui, provando mais uma vez a eficácia de um dilúvio global. O que achas?
Fonte: Planeta Maldek






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