A misteriosa abdução de Rômulo, o fundador de Roma

Autor: Site Mystery Planet

Traduzido por: Rafael Barros

Conta a lenda que uma noite o céu se cobriu de densa escuridão, e que em meio a trovões e relâmpagos, e então fundador de Roma foi retirado pelos deuses para não voltar a ser visto jamais. Se por um momento deixamos de lado o transtorno lendário e nos atrevemos a fazer uma interpretação moderna dos fatos, pode entender-se o «arrebatamento» como uma abdução. E os «deuses» nada mais e nada menos do que como entidades alienígenas?

No ano de 753 a.C., os irmãos gêmeos Rômulo e Roma fundaram a cidade de Roma. Após matar seu irmão Remo, Rômulo converteu-se no primeiro soberano da cidade e reinou durante 39 anos. A identidade desses dois irmãos é de caráter tanto histórico como lendário. Segundo a lenda, ambos filhos de Marte deus da guerra, e foram amamentados e criados por uma loba. A História nos diz que, naquela época, muitos homens eram considerados «filhos de Marte», e apesar do transtorno romântico, Rômulo e Remo poderiam ter sido criados por uma prostituta, apelidadas Lupae, lobas, na antiga Roma.

O desaparecimento de Rômulo

No entanto, o fundador de Roma desapareceu misteriosamente das páginas da história. Em 7 de julho de 714 a.C., quando se encontrava no templo de Vulcano para transmitir instruções a seus senadores, Rômulo desapareceu sem deixar rastro.

Em sua obra monumental Ab Urbe condita (literalmente, «Desde a fundação da Cidade»), o historiador Tito Livio menciona:

«Certo dia, inspecionando as suas tropas no Campo de Marte, próximo do Pântano da Cabra (Cabra Palus), explodiu uma tempestade com trovões ensurdecedores. Rômulo foi rodeado por uma nuvem tão espessa que lhe escondeu da vista de todos os presentes, e desde esse momento não voltou a ser visto jamais em nenhum local do mundo».

Outras crônicas descrevem o misterioso desaparecimento de Rômulo. Alguns colocam cronologicamente o acontecimento no dia 26 de maio, dia no que teve local um eclipse do sol. Em muitos dos casos de desaparecimentos inexplicáveis, relata-se que foram previstas ou acompanhadas por fenômenos meteorológicos ou astronômicos extremos. Essa era a crença de Plutarco, o que descreve como segue:

«Nessas circunstâncias, o ar se voltou de repente mais densa e trocou milagrosamente, a luz do sol se apagou e todos foram engolidos por uma surpreendente escuridão, acompanhada por terríveis trovões e raios. Então a multidão se dispersou e fugiu, mais os nobres se reuniram formando um grupo a parte. Quando a tempestade teve cessado e voltou a luz, as pessoas do povoador voltaram a seus lugares e perguntaram, cheios de terror, onde estava o rei, mais já foi impossível o encontrar».

Assassinado pelos senadores

Já naquela época surgiram rumores e especulações por parte de quem creiam que Rômulo havia sido assassinado pelos senadores. Argumentavam que os senadores, cansados de sua liderança, o assassinaram e cortaram seu corpo em pedaços e suficientemente pequenos como para os ocultar sob suas roupas, atirando logo em algum local no que essas provas de seu crime nunca pudessem ser descobertas. Mas de fato, Rômulo desapareceu tão rapidamente que nesse curto espaço de tempo não teria sido possível um assassinato e desmembramento, e a grande quantidade de sangue derramado no processo teria impossibilitado o ocultar.

Rômulo, conquistador de Acron, Dominique Ingres, 1812
Deuses entre mortais

Julio Próculo foi o único que conseguiu acabar com a cadeia de especulações e rumores. Sob juramento, declarou que se havia encontrado por casualidade com Rômulo que havia reaparecido sob uma forma diferente. Segundo disse, apresentava um aspecto mais nobre e distinguido do que o havia visto jamais, e portava uma armadura que brilhava de tal maneira que quase cegava a vista.

O senador explicou que Rômulo se havia dirigido a ele para confirmar sua origem divina:

«Meu bem Próculo, foi a vontade dos deuses me encontrar aqui entre os homens por um tempo, e após fundar uma cidade que se tem convertido na mais poderosa e gloriosa do mundo, voltar aos céus, dos que continuo, Vê agora e digas-lhes aos romanos que mediante a temperança e a fortaleza espiritual alcançaram a mais alta troca da grandeza humana, e que eu, o deus Quirino, será sempre benevolente com eles».

Rômulo nunca voltou a ser visto, e os romanos o adoravam desde então sob a forma do deus Quirino, durante mais de mil anos.

Essa imagem do século 17, mostra o deus Júpiter sobre uma nuvem voadora dando-lhe as boas-vindas ao rei Rômulo, quem a partir de sua apoteose será conhecido como Quirino.

Fonte: Mystery Planet

Publicado por Ufologia & Cosmos

Sou analista de sistemas apaixonado pelos estudos da teoria dos antigos astronautas.

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