O pensamento de Jacques Vallée, uma síntese

Desde o princípio de sua pesquisa ufológica, o cientista da computação Jacques Vallée empenhava-se em trazer para o método científico os diversos aspectos intrigantes apresentados pelo fenômeno OVNI. Entre os anos de 1965 e 1966, Vallée lançava suas duas primeiras obras: “Anatomy of a Phenomenon” e “Challenge to Science: The UFO Enigma”. Essa primeira abordagem tinha basicamente a finalidade de verificar a existência de padrões fenomenológicos, delimitando assim o objeto estudado. Houve, ainda, a preocupação em coligir termos descritivos para cada variante do fenômeno, tendo por base a análise de dados estatísticos. 

Para referida tarefa, Vallée contava com um catálogo abrangente que reunia casos ufológicos oriundos do pesquisador francês Aimé Michel, da Força Aérea Francesa, dos arquivos do Projeto Blue Book e contribuições eventuais de outros grupos de pesquisa da época como a APRO de Jim e Coral Lorenzen, o NICAP, fundado por um dos pioneiros da ufologia norte-americana, Donald Keyhoe, além de casos publicados nos periódicos Flying Saucer Review e Lumieres Dans La Nuit.

Com J. Allen Hynek (Fonte: Wikipedia)

Nesses anos iniciais, Jacques Vallée assumidamente trabalhava com a convencional hipótese extraterrestre (HET), pois lhe parecia ser o pensamento mais razoável para o entendimento do fenômeno naquela época. Nesse sentido, inclusive, coloca à prova uma ideia comum daqueles anos de que as ondas ufológicas e, consequentemente, a visitação extraterrestre, poderia ter relação com a proximidade da órbita de Marte em relação à Terra, o que, por fim, acaba se mostrando uma concepção equivocada.

Contudo, algumas conclusões já eram possíveis de serem estabelecidas: tratava-se de um fenômeno mundial, sem restrições de fronteiras entre países; os traços deixados no solo e ocasionalmente nas testemunhas mostravam que os OVNIs tinham uma realidade física; e o fenômeno se apresentava em ondas sem nenhuma periodicidade lógica, surgindo em determinado país e região, permanecendo atuante por dois ou três meses e posteriormente seguindo para outro país ou simplesmente desaparecendo.

A hipótese interdimensional

Os anos que se seguiram seriam fundamentais para a transformação do pensamento de Vallée em relação ao fenômeno, momento em que abandona como hipótese principal a teoria extraterrestre, lançando em 1969 um de seus livros mais famosos, o célebre “Passport to Magonia”. Nessa obra, o autor traça paralelos do fenômeno Ovni com muitas manifestações religiosas dos tempos antigos, com as figuras folclóricas das fadas, duendes, elfos e com os demônios da idade média, entendendo haver padrões inegáveis que demonstravam uma identidade fenomenológica.

Capa da obra Passport to Magonia (Fonte: Jacquesvallee.net)

A interação dos homens com luzes e objetos desconhecidos advindos do céu, assim como o contato com seres sobrenaturais que transitam entre humanos e deuses sempre foi uma constante na tradição das civilizações passadas. Os atuais OVNIs e seus tripulantes representariam a mesma mitologia, porém em uma versão moderna com a apresentação de seres tecnológicos de acordo com nossa própria ideia de exploração espacial por astronautas. Dessa forma, fica estabelecido definitivamente que o fenômeno não se iniciou em meados dos anos 40, mas, sim, que sempre esteve presente na história da humanidade.

“O fenômeno OVNI desempenha um papel em várias tradições mitológicas. Afetou nossas religiões e nossa visão moderna do universo. Pode muito bem ser enganoso pelo modo que se nos apresenta, mascarado em muitos disfarces em diferentes culturas: divino para os antigos hebreus ou mesopotâmicos, elfos para autores medievais, diabólicos aos inquisidores cristãos. Pode ter se manifestado na forma de fantasmas ou espíritos em benefício de nossos avôs no final do século XIX, ou na forma de virgem santíssima diante dos católicos devotos.”

Nesse sentido, Vallée percebe que as diversas roupagens com que o fenômeno se apresentou no passado (ou que foi interpretado daquela maneira), trata-se de características secundárias e variáveis. Porém restariam padrões primários e mais essenciais do fenômeno que se repetem da mesma forma ainda hoje.

Portanto “Se esses objetos foram vistos desde tempos imemoriais (…) e se seus ocupantes sempre realizaram ações semelhantes em linhas de comportamento semelhantes, então não é razoável supor que eles são ‘simplesmente’ visitantes extraterrestres. Devem ser algo mais. Talvez eles sempre estiveram aqui. Na Terra. Conosco.”

Além desses fatores, os dados apresentavam o que Vallée posteriormente designou como o componente psíquico do fenômeno. Muitos testemunhos continham aspectos demasiadamente fantásticos, o que intrigava os pesquisadores e, por vezes, por essa mesma razão os afastavam de um estudo mais aprofundado dos OVNIs. Uma parte dos relatos tratava de eventos puramente objetivos, o avistamento de um objeto voador sem explicação plausível, por exemplo. Porém, a maior parcela dos testemunhos de contatos imediatos relatava eventos que extrapolavam a simples observação de um fenômeno físico, na verdade extrapolavam a própria noção de realidade.

Geralmente o relato descrevia esses mesmos objetos sem identificação, mas os fatores adicionais incluíam a observação do objeto no solo ou próximo dele, a visão de supostos ufonautas e outras experiências que só poderiam ser classificadas de paranormais como telepatia, precognição, levitação, sensação de ausência de peso etc.

Havia a indicação, ainda, de uma limitação de nossos conhecimentos científicos, pois referidos objetos desafiavam as leis da física tal como as compreendemos, ignorando restrições de espaço e de tempo, não sendo raras descrições de raios paralisantes e repentinas materializações ou desmaterializações de objetos.

Diante dessas observações, Vallée então postula sua conhecida teoria interdimensional, com respaldo nos desdobramentos da física moderna. Ou seja, de que os OVNIs têm origem em outras dimensões.

“Os ocupantes dos UFOs, como os antigos elfos, não são extraterrestres. Eles são os habitantes de outra realidade.”

As manifestações ufológicas estariam inseridas dentro de um espectro maior dos assim chamados fenômenos paranormais e, considerando a paranormalidade (ou o componente psíquico) um atributo intrínseco dos OVNIs, logo também seria indissociável de um eventual estudo científico dos mesmos. Em conformidade com o pensamento de grandes figuras do nosso conhecimento, Vallée entende que muitos fenômenos paranormais escondem um fundo de veracidade que, posteriormente, a ciência oficial explicará racionalmente, incorporando-os em seu arcabouço conceitual.

Numa breve síntese, os OVNIs transcenderiam nosso entendimento da realidade conforme descrito pela ciência atual, interagindo de uma forma íntima e desconhecida com a consciência das testemunhas, pervertendo espaço e tempo, ficando a cargo de um futuro desdobramento científico a explicação de tais fenômenos. Com a sugestão, ainda, que o caminho para esse objetivo pode ser encontrado no aprofundamento das pesquisas parapsicológicas.

Embora certamente os OVNIs representem uma realidade física, Vallé sempre ressaltou a coexistência do componente psíquico:

“Vários físicos e engenheiros examinaram relatos de OVNIs de um ponto de vista de “porcas e parafusos”; por outro lado, os mesmos relatos de OVNIs foram interpretados por psicólogos como arquétipos ou como a satisfação de uma necessidade psicológica do percipiente. A ciência moderna se desenvolveu com base na premissa de que esses dois domínios do físico e do psicológico devem sempre ser cuidadosamente separados. Em minha opinião, essa distinção, embora conveniente, foi arbitrária. O fenômeno OVNI é um desafio direto a esta dicotomia arbitrária entre a realidade física e a realidade espiritual.”

Outros fatores se somariam para o enfraquecimento da HET e foram resumidos no artigo de 1990 intitulado “Five Arguments Against the Extraterrestrial Origin of Unidentified Flying Objects.”:

1 – Alta frequência de aterrisagens de OVNIs: De acordo com o catálogo de casos compilado por Vallée em 1969, chegou-se a uma estimativa anual por demais elevada de contatos imediatos de terceiro grau e de eventos que envolviam aterrisagens de OVNIs. Seria um número de visitas desnecessário para eventuais pesquisas ou exploração biológica e mineral por parte de civilizações tecnológicas extraterrestres. Além do mais, tais finalidades poderiam se realizar de forma remota, assim como nós mesmos já fazemos em alguns casos da nossa exploração espacial.

2 – Fisiologia dos seres incompatível com a HET: Na grande maioria dos casos, os seres relatados apresentam uma fisiologia humanóide, ou seja, cabeça, tronco, dois membros superiores e dois inferiores. Em algumas ocasiões também se mostram falando a língua local e apresentando (ou compreendendo) gestos comuns dos humanos, sugerindo a ideia de similaridades não só biológicas, mas também sociais e culturais. Tais fatos seriam inesperados para uma espécie que evoluiu de forma independente e em condições ambientais bem diversas de nosso planeta. Ademais, seres extraterrestres enfrentariam dificuldades adaptativas em relação à nossa atmosfera e gravidade. A ideia de que os visitantes são seres modificados geneticamente também enfrenta dificuldades, considerando que a inteligência superior que os criou poderia, simplesmente, reproduzir fielmente um ser humano, evitando assim qualquer tipo de adversidade.

3 – Comportamento ilógico dos seres: principalmente nos casos de abdução, os seres não se comportam como esperaríamos de uma civilização tecnologicamente avançada. Sob os argumentos de procriação de raças híbridas, pesquisa e/ou busca de material biológico, os supostos procedimentos médicos realizados parecem ser muito precários tendo em vista nossos próprios parâmetros terrestres.  As testemunhas relatam técnicas rudimentares e invasivas de extração de material genético, exames ginecológicos etc. Posteriormente, Vallée apontaria semelhanças de tais procedimentos com os rituais de passagem de seitas religiosas e de civilizações antigas.

4 – O fator histórico do fenômeno: Segundo Vallée “A HET foi inicialmente formulada em um momento em que os primeiros avistamentos conhecidos datavam da segunda guerra mundial. Pode-se argumentar que este importante conflito foi detectado do espaço e que a observação de explosões nucleares na Terra precipitou a decisão dos aliens de pesquisarem nosso planeta, talvez num esforço avaliativo da raça humana como ameaça potencial (…)” Contudo, como vimos acima, trata-se de uma concepção equivocada, considerando que o fenômeno é relatado em várias tradições antigas.

5 – Considerações físicas: Os relatos indicam que os OVNIs controlam o espaço e o tempo de formas desconhecidas, transcendendo nosso entendimento da própria realidade e, consequentemente, abrindo margem para outras hipóteses como a interdimensional.   

Vallée então aduz “eu não rejeito completamente a ideia de uma origem extraterrestre: mas acredito que a forma de inteligência que o fenômeno representa poderia coexistir conosco na Terra tão facilmente quanto poderia se originar em outro planeta em nosso universo ou em um universo paralelo.”

A simulação cósmica e o sistema de controle

No ano de 1975, junto com as obras “The Invisible College” e “The Edge of Reality”, Jacques Vallée desenvolve ainda mais seu pensamento, adicionando as suas teorias a possibilidade do fenômeno OVNI se tratar de um sistema de controle (ou ao menos se comportar como um) que vem nos ensinando algo através da história e incutindo ideias dentro de nossa cultura, moldando nosso comportamento em determinadas direções.

Capa da obra The Invisible College (Fonte: Jacquesvallee.net)

É da natureza do fenômeno OVNI apresentar marcadamente um fator característico representado pelo absurdo. Por exemplo, em vários casos de contatos imediatos de terceiro grau, os seres são encontrados colhendo amostras de solo ou realizando reparos em suas espaçonaves e, surpreendidos com a presença humana, parecem abortar a missão partindo em retirada imediata. Ou mesmo se pensarmos nos diálogos sem sentido que abduzidos relatam terem travado a bordo da nave. Como dito anteriormente, não se trata de um comportamento esperado de seres avançados. Vallée, somando todos esses fatores chega à conclusão de que o fenômeno OVNI se apresenta intencionalmente dessa forma para as testemunhas, como se fosse uma visitação extraterrestre. Contudo tal cenário não passaria de uma encenação ou simulação, uma farsa deliberada para atingir certos propósitos. Mais precisamente, para gerar uma crença social.

O exato mecanismo desse processo é ignorado, restando somente conjecturas mais ou menos precisas a respeito. Se fosse possível criar uma projeção holográfica 3D com uma quantidade de massa, bem poderia ser o caso, diz Vallée. Talvez, alternativamente, o fenômeno consiga incutir representações mentais ou alucinações em suas testemunhas através de um meio físico como as micro-ondas, nos mesmos moldes de quando deixa traços físicos no solo e no corpo das testemunhas. De qualquer forma, o fenômeno teria a capacidade de interagir de alguma maneira com a consciência humana de modo a alterar a realidade psíquica do indivíduo.

“O contato entre os percipientes humanos e o fenômeno OVNI ocorre sob condições controladas por este último.” Essa frase corrobora com os casos em que existem várias testemunhas, mas somente uma ou algumas experimentam a manifestação ufológica. Seria como se o fenômeno criasse uma bolha entorno do indivíduo, alterando individualmente sua realidade. Assim, como Vallée costuma dizer, para esse sujeito os pássaros não cantariam mais, os cachorros parariam de latir e todas as outras pessoas desapareceriam daquele ambiente.

Se se trata de uma encenação, a interpretação do contato deve ser realizada no nível simbólico e não literal. “Essas formas de vida podem ser semelhantes a projeções; eles podem ser reais, mas um produto de nossos sonhos. Como nossos sonhos, podemos examinar seu significado oculto ou podemos ignorá-los. Mas, como nossos sonhos, eles também podem moldar o que pensamos ser nossas vidas de um modo que ainda não entendemos.”

As mensagens transmitidas pelo fenômeno, operando nesse grau simbólico, teriam uma absorção profunda na mente individual, gerando igualmente reflexos coletivos a longo prazo e influenciando na criação de mitos. Dessa forma “Pode não ser verdade que discos voadores representam visitas do espaço sideral. Mas se um número grande o suficiente acreditar nisso, então, em certo sentido, isso se tornará mais verdadeiro do que a verdade, por tempo suficiente para certas coisas mudarem irreversivelmente.”

Em 1980 na Argentina, investigando o caso do menino Juan Perez (Fonte: Imdb)

Vallée não se arrisca tanto nas especulações sobre o que especificamente o fenômeno estaria tentando nos ensinar, porém podemos depreender algumas delas em citações esparsas: que talvez o fenômeno esteja sinalizando que nossa concepção de tempo e de realidade seja errônea ou mesmo que o tempo seja inexistente; que devemos deixar para trás certas coisas que hoje fazemos; que necessitamos deixar para trás determinadas tecnologias prejudiciais; ou talvez que precisemos nos preparar para explorar o espaço.

O sistema de controle operaria semelhantemente ao que o psicólogo behaviorista Skinner teorizou como esquema de reforço. A finalidade do reforço, que pode ser positivo ou negativo, é de gerar uma resposta comportamental previamente desejada e duradoura. Vallée apresenta o simples exemplo de ensinar um macaco a pegar determinada bola. Após a realização do comportamento desejado, o macaco é recompensado com comida e a experiência é repetida várias vezes. Contudo, se os procedimentos são repetidos em intervalos de tempos regulares, o animal logo se desinteressa pelo experimento. O reforço comportamental deve estabelecer certa aleatoriedade para que o aprendizado se firme, portanto deve haver um grau de incerteza nos intervalos da experiência, assim como nem sempre haverá recompensas.

O paralelo desse esquema de reforço de comportamento pode ser encontrado no padrão do fenômeno OVNI de se apresentar em ondas: “O melhor esquema de reforço é aquele que combina periodicidade com imprevisibilidade. O aprendizado é lento, mas contínuo. Isso leva ao mais alto nível de adaptação. E é irreversível. É interessante perguntar se o padrão das ondas de OVNIs não tem o mesmo efeito que uma programação de reforço.”

Resumindo seu próprio pensamento, Vallée nos ensina que:

“O fenômeno OVNI existe. Esteve conosco ao longo da história. É de natureza física e permanece inexplicável em termos de ciência contemporânea. Representa um nível de consciência que ainda não reconhecemos, e que é capaz de manipular dimensões além do tempo e do espaço como as entendemos. Afeta nossa própria consciência de maneiras que não compreendemos completamente, e geralmente se comporta como um sistema de controle. Como pode manipular nossa consciência de maneiras desconhecidas, o fenômeno também produz efeitos que só podemos interpretar naturalmente como paranormais.”

Epílogo

Jacques Vallée é um dos grandes nomes de nosso tempo, suas ideias a respeito do fenômeno OVNI são abordadas de forma multidisciplinar, abrangendo aspectos físicos, psicológicos, sociológicos e históricos. Compreender a complexidade de seu pensamento, exposto ao longo de 16 obras, demanda um roteiro com várias releituras necessárias e um resumo de sua obra só pode ser realizado ao custo de grandes omissões.

Brevemente, poderíamos ainda citar outros textos relevantes que abordaram os demais aspectos do fenômeno, como “Messengers of Deception” (1979), onde Vallée explora a perigosa subcultura do contato com OVNIs, o estabelecimento de seitas baseadas na influência de seres extraterrestres. Ou “Dimensions” (1988), uma compilação abrangente de seu pensamento, talvez a melhor obra para uma iniciação em suas ideias. Em “Confrontations” (1990), podemos conferir o resultado de suas viagens ao Brasil, quando se aprofundou no caso máscaras de chumbo e no fenômeno Chupa-chupa, entre outros casos. Já em “Revelations” (1991), Vallée discorre sobre o uso da ideia de visitação alienígena para fins políticos e de guerra psicológica. A série “Forbidden Science” (1992-2019), por sua vez, trata de seus diários pessoais, ali nos aproximamos de sua vida íntima, conferindo de perto os bastidores da pesquisa. “Wonders in the Sky” (2010), escrito em parceria com Chris Aubeck, é considerado uma espécie de continuação de “Passport to Magonia”, nele encontramos registros bibliográficos históricos de objetos incomuns vistos no céu, bem como avistamentos de seres sobrenaturais de todas as épocas. E, em sua obra mais recente escrita em conjunto com a pesquisadora Paola Harris, “Trinity: The Best Kept Secret” (2021), Vallée traz o caso de um OVNI acidentado no ano de 1945, finalmente se posicionando a respeito da queda de OVNIs e o resgate de seus tripulantes, tema que sempre havia negligenciado de certa forma.

Atualmente, com a pesquisadora Paola Harris e Jose Padilla, testemunha de uma queda de OVNI em 1945 (Fonte: The Sun)

Ao longo de sua vida, Vallée percorreu vários países do mundo em investigações de campo travando contato direto com as testemunhas. Da mesma forma, aproximou-se de grandes cientistas que também reconheciam a realidade dos OVNIs, sempre com um engajamento público no sentido de trazer legitimidade à pesquisa ufológica. Sua abordagem científica o fez respeitado num campo muito viciado e, entre pesquisas, obras escritas e conferências, ainda hoje ele permanece atuante na tentativa de contribuir para o entendimento do fenômeno OVNI. Pois, assim como bem o definiu no título de seu segundo livro, trata-se de um verdadeiro enigma e um grande desafio à ciência.

Autor do texto: Leonardo Vaz Rodrigues

Referências bibliográficas:

Anatomy of a Phenomenon: Unidentified Objects in Space – a Scientific Appraisal. (1965). 

Challenge to Science: The UFO Enigma (1966).

Passport to Magonia: From Folklore to Flying Saucers. (1969).

The Invisible College: What a Group of Scientists Has Discovered About UFO Influences on the Human Race (1975).

The Edge of Reality: A Progress Report on Unidentified Flying Objects (1975).

Messengers of Deception: UFO Contacts and Cults (1979).

Dimensions: A Casebook of Alien Contact (1988).

Confrontations – A Scientist’s Search for Alien Contact (1990).

Revelations: Alien Contact and Human Deception (1991).

Five Arguments Against the Extraterrestrial Origin of Unidentified Flying Objects (1990).

UFO Chronicles of the Soviet Union: A Cosmic Samizdat (1992).

Forbidden Science: Journals, 1957-1969 (1992).

Forbidden Science, Volume Two: Journals, 1970-1979 (2009).

Wonders in the Sky: Unexplained Aerial Objects from Antiquity to Modern Times (2010).

Forbidden Science, Volume Three: Journals, 1980-1989 — On the Trail of Hidden Truths (2016).

Forbidden Science 4: The Spring Hill Chronicles, The Journals of Jacques Vallee 1990-1999 (2019).

Trinity: The Best-Kept Secret (2021).

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