A Grande Esfinge, vestígio de Atlântida.

Autora: Mariló T. A.

Traduzido por: Rafael Barros

A Grande Esfinge de Giza é um dos monumentos emblemáticos da civilização egípcia. Com sua aparência que contempla, carregada de mistério, o sol nascente no horizonte, a Esfinge tem atraído a todos os viajantes que tem visitado Egito e tem ousado cavar seus olhos nos da eterna rainha do deserto.

Origens e Características

Se trata de uma escultura colossal localizada sobre a margem ocidental do rio Nilo, no planalto de Gizé, uns 20 quilômetros ao sudoeste do centre da capital egípcia. Tal como sucede com as pirâmides de Gizé, a esfinge não apresenta nenhuma inscrição que identifique o seu construtor. Apesar a ele, os especialistas estimam que foi escultura no século XXVI a. C, durante o reinado do faraó Quéfren (2520-2494 a.C.), pertencente na IV dinastia egípcia. Tal datação se argumenta, principalmente, em base a sua proximidade com a Pirâmide de Quéfren, o que foi razão suficiente para associar sua construção na figura desse faraó, e inclusive na ideia de que o rosto da esfinge é do próprio Quéfren. Devido às escassas provas nesse sentido, a identificação de seu construtor e período de construção segue sendo ainda no dia de hoje objeto de debates acalorados.

A esfinge se realizou esculpindo um cessante calcário que talvez já havia sido moldado grosseiramente pela ação do vento. É dizer, se obteve de igual forma que uma escultura comum: talhado na rocha na forma bruta, mas a uma escala descomunal. Posteriormente, se a identificou com o deus Harmakhis, ou antes: com uma divindade sincrética que reunia em sai a tríplice forma da divindade solar durante seu recorrido diurno: Jepri pela manhã, Ra ao meio dia e Atom pela tarde. Suas camadas calcarias inferiores se decompõe facilmente com a umidade do ambiente, mas a areia arrastada pelos ventos do deserto cobriu seu corpo periodicamente, a protegendo da erosão durante milênios e a ocultando por completo segundo as épocas.

Fotografia de autor desconhecido fechada em 1872 (Flickr)

Com uma envergadura em torno de 20 metros e um comprimento de 57 metros, seu rosto supera dos 5 metros de altura. Para fazermos uma ideia, pensemos que desde a base da estátua até a ponto superior de sua cabeça tem a altura de cinco andares, enquanto seu comprimento, desde o extremo das patas dianteiras até o que pudesse ser o começo do rabo, equivale ao tamanho de um campo de futebol. Originalmente, estava em cores vivas: o corpo e a cora de vermelho e o nemes que cobria a cabeça com listas amarelas e azuis. Constitui a representação do faraó, o dotando da forço de um leão e da inteligência humana. A Grande Esfinge foi a primeira esfinge escolhida como guardiã de uma tumba real, apresentando-se junto as grandes avenidas que serviam para abastecer os materiais necessários para a construção do complexo funerário.

As pessoas do local a chamavam Abu el-Hol (“Pai do Terror”, o termo derivado da expressão copta- bel-hit, que se aplica a quem manifesta sua inteligência através dos olhos e que se traduz pela denominação egípcia hu ou ju, que significa “o guardião” ou “vigilante”. Devido a su degradação, resulta difícil determinar com precisão que representa, nem com que fim foi levantada. Não sabemos que classe de rosto teria originalmente, nem se representava a um ser alado. Resulta impossível averiguar o número de trabalhadores que trabalharam em sua construção nem que tempo os levou. Tão pouco se tem encontrado textos da antiguidade que possam ajudar a decifrar seus mistérios.

Durante um tempo diz que seu nariz havia sido destruído por um tiro de canhão do exército de Napoleão, mas se comprovou que essa história era falsa após se encontrar uns desenhos que um explorador antes de que Napoleão nascesse e nos que já aparece sem nariz. Ainda se desconhecem os motivos de seu desaparecimento.

Napoleão contemplando a Grande Esfinge, semienterrada pelas areias do deserto. Óleo de Jean-Léon Gérôme (1867-1868) (Wikimedia Commons)
Escavações e trabalhos de restauração

Em 1798, após a Campanha do Egito, vários cientistas efetuaram uma escavação e levaram em pratica uma série de medições e alívios. No entanto, foi um capitão da marinha de origem genovês, Giovanni Caviglia, quem em 1816 se realiza a escavação mais importante. A ele se devem interessantes observações sobre o monumento, do que também encontrou fragmentos espalhados, entre eles uma parte da falsa barba que adornava o queixo e que se mudou ao Museu Britânico onde hoje continua exposta ao público.

Grandes egiptólogos do século passado como Auguste Mariette, fundador do Museu do Cairo e do Serviço de Antiguidades Egípcias e seu sucessor Gastón Maspero, se interessaram por essa enigmática escultura, mas foram os trabalhos que levaram em pratica entre 1925 e 1936 os egiptólogos Emile Baraize, que restaurou o lenço de cabeça e Selim Hassán quem conferiam na Esfinge seu aspecto atual.

Posteriormente, levaram-se em pratica novas intervenções sobre o gigantesco monumento durante os anos de 1980 e 1992. O dia de hoje prossegue a restauração dos danos originados pela erosão. As primeiras restaurações das que se tem conhecimento datam da dinastia XVIII, durante o Império Novo.

Detalhe da cabeça e o cocar da esfinge, no que podem se observar os danos provocados pela erosão. (Wikimedia Commons)
Atlantes e Antigo

A Grande Esfinge é, desde o século XIX, um tema recorrente para os amantes do mistério, o lendário e até o paranormal. Assim Edgar Cayse, suposto vidente e curador americano, conhecido como “o profeta dormente”, assegurava ter vivido na Atlântida há 15.000 anos, época em que se havia esculpido a Grande Esfinge.Cayse mantinha que, atrás da destruição de Atlântida, fugiu com os arquivos dessa civilização o Egito, o enterrando muito perto da esfinge. Numa de suas seções visionárias, enquanto se falava baixo os efeitos da hipótese, afirmou:

Ali dentro se encontra uma Biblioteca – chamada também o Salão dos Registros – que conserva o registro dos acontecimentos transcorridos na Atlântida desde os tempos em que a Esfinge foi edificada, assim como das realizações de sua imensa civilização. Também abriga um registro dos contatos que essa civilização teve com outras nações, assim como a crônica da destruição do mítico continente e as trocas que se produziram no mundo como consequência. A biblioteca guarda registros de como se construiu a grande pirâmide do início – a pirâmide de Quéops –, que junto com a Esfinge não são mais copias de objetos já existentes na Atlântida, agora submergida. Mas a Atlântida ressurgirá de novo do fundo dos oceanos. A Esfinge tem sido desde sua construção, a sentinela que guarda o segredo e o acesso à biblioteca. Na qual ninguém acessará até que chegue o tempo adequado.

Retrato de Edgar Cayce em 1910. Cayse assegurava ter vivido na Atlântida 15.000 anos atrás e ter sido enterrado muito perto da Grande Esfinge os arquivos mais importantes daquela civilização quando foi destruída. (Wikimedia Commons)

Posteriormente, em 1973, Mark Lehner, fervoroso defensor de Cayse de sua hipótese dos atlantes, tentou encontrar essa misteriosa biblioteca de Atlântida, mas foi em balde. No entanto, em 1850 Auguste Mariette, descobriu a chamada “estela do inventário”. Tal estela consiste em um lista de monumentos e seu controverso texto ter conseguido enfrentar na egiptologia alternativa com a oficial. Diz assim:

É <Quéops> o construiu para sua mãe Isis, Mãe Divina; Hathor, Senhora de (Nun). A investigação foi colocada na estela. Ele deu uma mais para ela uma oferenda, e construiu seu templo de pedra outra vez. Ele descobriu (as estatuas de) essas deusas em seu lugar. […] O distrito da Esfinge de Harmakhis se encontra ao sua da casa de Isis, Senhora da Pirâmide, ao norte de Osíris, Senhor de Rostau. As escrituras < da deusa” de Harmakhis, foram trazidas para as estudar. (¿?) Permite que cresça, faz que viva eternamente, < mirando) para o leste. Que viva Hórus: Medjer, Rei do Alto e do Baixo Egito: Quéops que possui a vida. Ele encontrou a casa de Isis, Senhora da Pirâmide, atrás da Casa da Esfinge de [Harmakhis] ao noroeste da casa de Osíris, Senhor de Rostau. Ele construiu sua pirâmide, atrás do templo dessa deusa, e construiu uma pirâmide para a filha do rei Henutsen atrás do templo.

Para os amantes da egiptologia alternativa, a estela indica que quando Khufu (Quéops) era faraó, já existia a Esfinge (a casa de Isis) e a Grande pirâmide (Isis, a ‘senhora da pirâmide”), e que esse construiu outra pirâmide que não é a Grande Pirâmide. Por isso afirma que a estela é a prova de que tanto a Grande Pirâmide como a Esfinge já existiam muito antes da aparição dos faraós da IV Dinastia. Assim mesmo, denunciam que a estela nunca foi tomada em sério posto que havia destruído os pilares da versão da egiptologia oficial.

A misteriosa Grande Esfinge junto aos restos de seu templo. Atrás, a pirâmide de Quéfren. (Wikimedia Commons)

Por sua parte, os cientistas oficialistas indicam que a estela pertence na dinastia XXVI na que os Saítas realizam um inventário de estatuas contidas no pequeno templo de Isis de Giza, que se encontra junto na pirâmide de Henutsen, e comentam sua restauração. Afirmam que a estela utiliza o nome de Khufu (Quéops) coo autor figurado, e que na realidade “personifica” a personalidade do verdadeiro autor das obras na tentativa Saíta de prestar-lhe culto e honrar sua memória, como ocorre em outros exemplos nos que também se nomeia aos reis das primeiras dinastias nessa época.

Obtemos por uma explicação ou outra, o certo é que a Grande Esfinge de Gizé abriga milhares de mistérios que esperam ser explicados. Inumeráveis mistérios para os que tem desenvolvido outras tantas hipóteses explicativas. Emocionantes relatos que terão que ser protagonistas de futuros novos artigos perto dessa eterna e vigilante reino do deserto.

Fonte:https://www.ancient-origins.es/lugares-antiguos-%C3%A1frica/la-gran-esfinge-%C2%BFvestigio-la-atl%C3%A1ntida-002923

Publicado por Ufologia & Cosmos

Sou analista de sistemas apaixonado pelos estudos da teoria dos antigos astronautas.

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