Palenque – A grandeza de uma grande metrópole maia

Autor: George Fery

Traduzido por: Rafael Barros

Escondida nas colinas verde da Serra Chapaneca, no bonito estado de Chiapas, no sul do México, se encontra a antiga capital do Reino B’aakal. O nome da cidade então era Lakamha no idioma maia-yucateco. A cidade chama hoje pelo nome em espanhol, Santo Domingo de Palenque.

Os restos de impressionantes templo e pirâmides e palácios maias são abundantes em toda Mesoamérica. Muitos sítios arqueológicos sobrecarregam aos visitantes por sua arquitetura monumental. Poucos são tão notáveis como Palenque por seus belos palácios e templos piramidais. O design desse sitio declarado Patrimônio do Humanidade pela UNESCO, e sua localização dentro de uma cadeia de montanhas coberta de selva, está repleto de mananciais, riachos e cascatas que dominam as planícies de Tabasco.

A área de Palenque

O PMP – Palenque Mapping Project 1998-2000 sob a gestão do Instituto de Antropologia e História do México e a Fundação para o Avanço dos Estudos Mesoamericanas, dirigido pelo Dr. Edwin L. Barnhart, registrou e mapeou 1481 estruturas em Palenque. O PMP cobriu 0.850 milhas quadradas (2.2 quilômetros quadrados) de selva coberta da cidade.

A área conhecida como “Palenque Central” que está aberta aos visitantes, conta com menos de cem edifícios e estruturas. Todos os demais ainda estão cobertos por uma densa selva tropical. No seu apogeu durante o período Clássico (250-900 CE), a população urbana pode ter alcançado 7500-8000 almas.

No início da manhã, quando a natureza se desperta, e a nevoa da selva tropical se levanta lentamente as chamadas de bem-vindas dos macacos uivantes saúdam aos visitantes, junto com o grito das aves tropicais. O antigo nome de Palenque provavelmente veio do grupo de pequenos rios, que provem das ladeiras superiores de Yemal K’uk ’Lakam Wiz ou “Grande Montanha do Quetzal Descendente” que domina a cidade. O antigo nome Lakamha ‘se traduz como “lugar de grandes águas” por seus numerosos riachos e rios que caem através de barrancos e sobre grandes degraus naturais.

O palácio de Palenque. (© georgefery.com / Fornecido pelo autor)

Envolto na névoa do tempo, um se pergunta, quem viveu aqui? Em seu apogeu, desde finais do século V até meados do século IX, foi uma importante metrópole e um importante protagonista político e comercial na região.

Seu maior feito foi na arquitetura e as artes. O século sétimo veio o nascimento e a norte de um dos mais grandes lordes do Meio Clássico na história maia, K’inich “Janahab” Pakal, (603-683).

Os governantes da antiga Palenque

Segundo todas as contas, Pakal foi o maior ahau (senhor ou governante) do Reino de B’aakal, como se chamava então. Seu título, como senhores antes e depois dele, K’uhul B’aakal Ajaw se traduz como “Senhor Sagrado do Reino B’aakal” que saliente as funções seculares e religiosas dos governantes maias.

Seu reinado de 68 anos (615-683), foi um dos mais longos da história maia. Pakal, herdou o reino na idade precoce de 12 anos, mas era o senhor sagrado aos 23. Durante o intervalo, sua mãe Sak K’uk ’Ajaw governou como regente, mais não como um senhor do reino.

A máscara funerária de K’inich ’Janahab’ Pakal, foi um dos mais grandes senhores de Palenque (Arqueologia Mexicana / Fornecido pelo autor)

A esposa de Pakal, Ix Tzak B’u Ahaw, era de Ux Te Kuh, a cidade do noroeste onde se refugiava sua família, quando Palenque foi incendiada pelos poderes do Reino K’an (serpente) duas vezes, em 519 e 611. Al mausoléu de seu marido, o Templo das Inscrições. Seu local de descanso é o Templo XIII, conhecido como o Templo da Rainha Vermelha, devido à grande quantidade de hematita, um pigmento vermelho que se encontra no sarcófago.

O palácio de Palenque

O palácio era a sede do poder, agora aberto aos visitantes, foi construído em um quadrilátero irregular maciço. Era um edifício cerimonial e administrativo. As grandes escadarias em quatro lados permitiam o acesso aos salões abobadados que rodeavam o quadrilátero. A maciça escadaria norte era cerimonial, enquanto que o lado sul era utilitário.

O palácio foi a sede do poder em Palenque. (© georgefery.com/ Fornecido pelo autor)

O complexo se compõe de um complicado sistema de edifícios abobadadas, corredores largos e três pátios. Os edifícios principais da cidade estavam cobertos de rebocos e pintados de vermelho, exceto um, a sala do trono, House.E, o Sak nuk Naah que estava pintado de branco, daí seu nome como “Casa Branca principal”.

O projeto PMP descobriu um complexo de palácios ao oeste do centro de Palenque, que talvez estava sobre a marquise da selva e é significantemente maior que o palácio. É de destacar os nomes assinados aos edifícios pelos arqueólogos nem sempre refletem sua verdadeira função nesse momento, “Templo” e “palácio” não são mais que termos de conveniência.

No centro do complexo do palácio (quadrilátero à direita na representação abaixo), o terceiro piso da torre tem um altar construído de pedra calcaria mesclada com uma grande quantidade de conchas marinhas do Caribe e o Pacífico. O altar pode ter sido dedicado a cerimonias com o lendário Matwiil, os mares primordiais, uma crença que pode ter sido sustentada por numerosos fósseis marinhos encontrados na pedra calcaria da cordilheira. Todos os edifícios principais da cidade estavam cobertos de reboco e pintados de vermelho, uma impressionante amostra de poder para os visitantes.

Palenque 600-650 d.C. ((© georgefery.com/ Fornecido pelo autor)

No lado leste do palácio corre o rio Otolum, com suas margens muradas com um aqueduto, uma parte chave do importante e elaborado sistema de gestão de água da cidade. Os banhos foram encontrados abaixo do nível da praça. O palácio se usava principalmente com fins administrativos e cerimoniais para o governante, membros da nobreza com funções burocráticas, escribas, sumos sacerdotes e recepções oficiais do estado de embaixadores e visitantes importantes.

A população não residia no palácio, a umidade tropical e as espessas paredes de pedra não favoreciam a ventilação, apesar de que os longos corredores e pátios abertos ajudavam a esse respeito. Viviam ao ar livre em estruturas tradicionais instaladas em um piso de pedra e uma parede vertical curta, desde a qual uma cerca de pequenos postes de madeira de seção se unia entre si como um espaço estreito, apoiavam o telhado de palha.

Essa construção semiaberta, permitiu que a ventilação passasse através das paredes, um benefício para a comodidade em um ambiente tropical. Além disso, as empregadas domesticas tinha que viver próximo para o serviço as 24 horas. Foram hospedados em estruturas tradicionais de acácia e aguaceiro com pisos de terra. A área residencial estava localizada perto do palácio, a leste do aqueduto de Otolum.

A história de Palenque

A história da cidade é tumultuosa com frequentes guerras, assim como grande e não tão grande “ahau” ou senhores, a sua cabeça (ahau se traduz como “ o da voz poderosa”. Na morte de seu pai, Ix Yohl Ik’nal Ahaw, foi a única mulher eleva a K’uhul B’aakal Ahaw o senhor sagrado do Reino B’aakal (583-604). Seu reinado esteve infestado de hostilidade interna e externa.

O antagonismo regional foi alimentado por dois inimigos por razões diferentes, mas complementares. O primeiro foi Tortuguero, uma cidade localizada nas planícies do norte de Tabasco. Os líderes dessa cidade reclamavam o título de K’uhul B’aakal Ahaw que Palenque reclamou por decreto histórico. Suportou uma profunda rivalidade que alimentou seu antagonismo durante gerações.

O segundo foi Calakmul, o poderoso K’ an (serpente) no sudoeste de Yucatán, que alimentou o antagonismo de ambas cidades para seu próprio benefício: o controle das rotas comerciais e a do rio Usumacinta, uma importante via fluvial. O outro proxy de Calakmul, Toniná, estava a só 41 milhas (80 quilômetros) de Palenque, no vale de Ocosingo, de hoje. Esse antagonismo permaneceria como uma coluna no lado de Palenque através de guerras mortíferas, até seu colapso em 900-950.

Pode ter outra razão para uma rivalidade tão duradoura com o Reino de K’an. Palenque negociou e provavelmente teve contatos políticos com a poderosa metrópole do centro do México, Teotihuacán.

Essa grande cidade efetivamente estendeu sua influência a comprimento e espessura, desde o planalto central do México, até o sul de Kaminal Juyú, na atual Guatemala. É possível que Calakmul tenha percebido a Palenque como um representante mexicano no coração dos maias, o que explica um antagonismo tão violente e duradouro.

Em 659, Pakal se vingou contra o Reino de K’an, como pode se ver no corte oeste do palácio. As placas de pedras calcária talhadas mostras seis sahals (funcionários estelares) de Santa elena e Pomona, outros representantes do totem militarista do Grande Jaguar, Calakmul. Se mostram amarrados e prontos para serem executados, frente às escadarias talhadas através do pátio que narra a derrota de Palenque e a queima em 599 e 611.

O antagonismo com Toniná em particular durou até o final das dinastias de Palenque. K’inich K’an Joy Chitam, o segundo filho de 66 anos de Pakal, foi capturado durante uma batalha em 711 e esteve preso durante sete anos. Nesse momento, o ahaw (senhor) de Toniná era o Governante.4 (Deus Jaguar – 708-723), mas nesse momento era bem jovem para ter liderado uma batalha decisiva.

Curiosamente, o senhor de Palenque foi libertado. A razão e sua soltura e os termos relacionados om sua liberdade são desconhecidos. Depois da sua libertação, governou Palenque por outros dez anos, antes de sua morte (719-720).

O templo das Inscrições

O Templo das Inscrições, o último local de descanso de Pakal, é verdadeiramente o santuário mais importante e famoso que se tem construído nas Américas. Seu nome vem de três painéis hieroglíficos que se encontram nas paredes do santuário no topo da pirâmide.

Templo das Inscrições em Palenque. (Christopher Evans /Fornecido pelo autor)

No passado, era conhecido como o “Templo das Leis” devido aos três 617 hieróglifos cobertos por panelas de pedra calcaria. Narra as conquistas de Pakal e seu lugar ‘no contexto da eternidade. A pirâmide do templo também tinha uma excepcional “Telhado no cume” agora perdida no tempo.

A cripta (fechada ao público” só se pode acessar o templo acima da pirâmide. Como mostra no desenho recortado, as escadarias da pirâmide desde o templo no nível nove conduzem à cripta, a Xibalba, o “local do medo”, o submundo.

A “viagem” pela pirâmide é parte integral de cada passo associado com a morte, os quatro pontos cardeais e as cores simbólicas da cruz maia. O chu’lel de Pakal, seu espirito ou alma, foi levada pela primeira vez à pirâmide do templo.

Logo desceram as três escadarias até a porta da cripta. É no limite da cripta, que faz a transição ao outro mundo e de um rei divino à de um antepassado celestial.

À esquerda – Templo das Inscrições, corte. À direita- Primeiro trecho das escadarias. (Philip Winton – Fornecido pelo autor / © georgefery.com)

A pirâmide funerária de 8 níveis, a B’olon Eht Naah como se chamava, foi planejada e desenhada por Pakal. Suas fundações se construíram e o sarcófago e sua lapide se assentaram, uns cinco anos antes da morte de Pakal (683).

Quando se completou a pirâmide do templo, no lado da escadaria à cripta se construiu o Tzat Nakan, ou “Serpente dos Sábios), chamado psicopata pelo descobridor da escadaria e a cripta, o reconhecido arqueólogo mexicano Alberto Ruz Lhuillier em 1949.

O duto foi feito de uma “caixa” retangular de pedra calcaria com um tubo oco redondo no interior que segue as escadarias contra a parede esquerda. A “serpente” une o sarcófago com o templo superior e foi o duto através do qual se cria que se comunicavam Pakal e o sacerdote. Em outras palavras, Pakal talvez estava “socialmente vivo” com as prerrogativas associadas à sua herança espiritual e material.

A cripta de Pakal

A grandeza da cripta, 82 pés (25 metros) na pirâmide, com seu sar4cofago maciço de 20 toneladas e a lápide de 5 toneladas, ambos com gravuras notáveis, é verdadeiramente única. A cripta se encontra a somente 6 pés (1,8 metros) embaixo do nível da praça principal. Tanto o sarcófago como a lápide foram construídos e colocados antes de que a pirâmide fosse completada pelo filho mais velho de Pakal e o herdeiro K’inich K’an Bahlam ‘(635-702).

A esquerda- a cripta de Pakal. A da direita – a porta da cripta. (© gergefery.com / Fornecido pelo autor)

Nos quatro lados do sarcófago estão gravados os ancestrais de Pakal que surgem de. A árvores frutíferas um reconhecimento na antiga tradição do culto aos antepassados e seu poder espiritual finamente talhada relata a viagem mítica de Pakal depois da morte através do submundo e seu renascimento para Hunal Ye, o deus do milho.

A lápide de 5 toneladas do sarcófago de Pakal em sua cripta em Palenque. (© gergefery.com / Fornecido pelo autor)

Nove figuras de reboco de tamanho natural estão nas paredes da cripta, rodeando o sarcófago; Oito homens e uma mulher, Lady Ol Nal. Se supõem que tem sido os guardiões de Pakal, que protegem as forças malévolas quando seu corpo foi levado pelas escadarias da pirâmide na cripta. Os “Nove Senhores da Noite”, como as vezes os chama, agora estão fazendo vigia por um deus na eternidade.

Cinco pessoas, os chamados “companheiros” foram sacrificados para assistir e servir aos ahau, agora um deus no além; uma pratica habitual das culturas antigas no Velho e o Novo Mundo para indivíduos poderosos. Foram identificados como dois homens e uma mulher em sua adolescência nos princípios dos vinte (os outros dois não puderam ter relações sexuais, devido à degradação dos restos. Foram enterrados numa cavidade de pedra pouco profunda atrás da porta triangular de pedra calcaria agora aberta massiva, que selou a entrada da cripta em 690.

O Complexo da antiga cidade de Palenque

O complexo de grupos de cruzes triádicas de Palenque se encontra no coração da antiga cidade e seu templo-pirâmide, que são o Templo da Cruz, o Templo da Cruz Folheada e Templo do Sol. São acessíveis, mais para sua proteção, seus santuários estão fechados ao público.

A vista do centro de Palenque sobre o Templo da Cruz é espetacular. Se lhes conhece coletivamente como a Trindade Divina de Palenque, e representam o conceito tripartido do espaço mundial e o poder real.

Templo da cruz em Palenque (©georgefery.com/ Fornecido pelo autor)

Cada templo é o local de um deus designado por Henrich Berlin em 1963: God.I, God.II, e God.III, aos deuses patrões especiais de Palenque, o único lugar no mundo maia onde aparecem juntos. Nasceram em Matwill, o mundo mítico maia com poucos dias de diferença; Berlim assumiu que podem ter sido trigêmeos.

Em cada templo há um grande painel de pedra calcaria finamente talhada, que relata a história do filho mais velho e herdeiro de Pakal, K’inich ‘K’an Bahlam’ e seu acesso ao trono em 684. Se lhe mostra no ato de transferir poderes de excelência a si mesmo, presenciado por K’awill (God.K) o cetro manequim do poder real e a seu pai, junto com as dedicações aos deuses da Divina Trindade.

Na entrada do Complexo de Grupos Cruzados, mas não é parte dele, um pede para subir as escadarias até Temple.XIV para ver seu extraordinário painel talhado de pedra calcaria na parede posterior do santuário. Se mostra a K’inich ‘K’an Bahlam’ recebendo o cetro de K’awill de sua mãe, Lady Tz’ak-b’u Ajaw, vestida como a deusa da lua. Morreu 60 anos antes e uma vez mais se mostra o poderoso predomínio e domínio dos antepassados sobre a vida dos vivos.

Templo XIV santuário (©georgefery.com/ Fornecido pelo autor)

O Grupo Norte, chamado pelos arqueólogos, porque está localizado ao norte do palácio, é interessante pelos restos humanos encontrados ali, pela interação de Palenque com Teotihuacán. Se encontraram falanges femininas humanas que parecem indicar um possível ritual de auto sacrifício, que rara fez se encontra durante o período Clássico.

O grupo norte em Palenque. (©georgefery.com/ Fornecido pelo autor)

Ritos de mortificação similares ainda estavam em uso nas comunidades das terras altas de Iryian Jaya (Novo Guiné), até a segunda metade do século XX. Se praticou um ritual similar em Palenque e em outros sítios do período Clássico. Evidentemente se justificam novas investigações.

Um friso de gesso encontrado na base da subestrutura Temple,V é evidencia de contato com o centro do México. Mostra a figura de um homem cujo vestido e adorno não deixa nenhuma dúvida enquanto a um contato precoce com Teotihuacán, a grande e poderosa metrópole. O guerreiro de olhos arregalados, armado com um lançador de lança ou atlatl em sua mão esquerda é claramente mexicano e se relaciona com Tlaloc, o deus asteca da chuva, o trovão e a guerra.

Numerosos riachos e cachoeiras caem em cascatas desde a “Grande Montanha do Quetzal Descendente” criando muitas piscinas tranquilas. Os mais largos ficam perto da parte inferior da montanha, se conhecem como “Os banhos da rainha”.

Os banhos da rainha em Palenque (© georgefery.com/ Fornecido pelo autor)

O ambiente tropical proporcionou uma grande quantidade de água e produtos florestais, desde arvores frutíferas até madeiras moles e duras. Os campos irrigados na parte inferior da montanha permitiram dois cultivos de milho, e outros produtos ao ano. A vida silvestre desde jaguares até perus silvestres e servos do bosque até as araras vermelhas foi abundante. Esse ambiente excepcionalmente luxuoso realça a elegância do sitio e suas múltiplas cascatas e piscinas uma charmosa harmonia experiência no final de um dia de visita a essa grande metrópole maia.

Fonte: https://www.ancient-origins.es/lugares-antiguos-americas/palenque-005410

Publicado por Ufologia & Cosmos

Sou analista de sistemas apaixonado pelos estudos da teoria dos antigos astronautas.

2 comentários em “Palenque – A grandeza de uma grande metrópole maia

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