A famosa cidade maia de Copán: Um sitio com arte e hieróglifos em abundância

Situada em Honduras, perto de sua fronteira com Guatemala, se encontra a antiga cidade maia de Copán. Um assentamento relativamente pequeno, que se remonta o caso 2.000 anos atrás e que foi no passado a cidade-estado mais oriental do mundo maia. No período de 400 anos, Copán, foi esculpida a partir de um pequeno vale da América Central para acabar se convertendo em uma grande cidade com pirâmides, templos e estatuas, todos eles pintados com uma ampla gama de cores, eles os que predominava era vermelho escuro. É considerada a mais “artística” das cidades maias e é famosa por suas esculturas de pedra trabalhada que decoram suas praças e templos, assim como por uma impressionante escadaria no que se encontra escrita a história inteira de Copán nos hieróglifos maias.

Los monarcas de Copán: 16 reis, uma dinastia somente

Copán começou sendo um assentamento agrícola até o 1000 a. C. A medida que foi crescendo, começou a funcionar como centro político, civil e religioso do vale de Copán, para além, de como centro de um território de tamanho maior que cobria a região do sudeste da área de influência maia. Desde princípios do século V d. C. até o 820 d. C., 16 reis se sucederam no trono de Copán, pertencendo todos eles a uma única dinastia (família).

O líder maia Yax Kuk Mo, proveniente da área de Tikal (Petén), chegou ao vale de Copán no ano 427 d. C. Ele fundou a dinastia que transformou Copán numa das mais maiores cidades maias. Seu período de maior esplendor, paralelamente ao de outras importantes cidades maias, teve lugar durante no período Clássico, de 300 d. C, até 900 d. C.

Queimador de incenso que representa a Yax Kuk Mo. Alguns afirmam que os “óculos” que leva são prova de contato dos antigos maias com alienígenas, ao passo que outros creem que só são parte da toca do monarca. (Charles Tilford/Ancient History Encyclopedia)

A queda de Copán

No século VIII d. C, o 13º rei de Copán perdeu uma batalha contra um reino vizinho e foi decapitado. De aí em adiante, o reino de Copán decaiu gradualmente e acabou por desaparecer. Sua decadência talvez tenha provocado em parte por revoltas internas, guerras e doenças. Se calcula que em sua época de máximo esplendor, Copán chegou a abrigar a 20.000 pessoas.

A arquitetura de Copán hoje

No dia de hoje, o vale de Copán se estende sobre uma área de uns 25 quilômetros quadrados, ocupando a antiga cidade aproximadamente 100 hectares, que incluem, seu complexo principal de ruinas junto a outros complexos secundários. Consta de uma acrópole, templos de pedra, duas pirâmides de grande dimensão, escadarias, praças e túmulos. A Praça Oriental destaca por sua altura dentro do vale e abriga uma escadaria com jaguares esculpidos. Perto dessa escadaria, na Grande Praça, há um campo de pelota com marcadores que assemelha a cabeças de papagaio e que se usou no passado para praticar o jogo de pelota tlachtil (me maia: pok-ta-pok). É o segundo campo de grande tamanho do mundo maia depois da de Chichén Itzá.

Mapa do Centro de Copán (Wikimedia Commons)

A escadaria dos hieróglifos: Uma construção que relata a história de Copán

Cabe pensar que o elemento mais notável de Copán é a escadaria dos hieróglifos. Não só se trata de uma assombrosa realização arquitetônica e artística sendo que também é um importante documento histórico maia. A escadaria conta de 63 degraus de pedras construídos encima de uma estrutura piramidal de 30 metros de altura que conduz a um dos templos.

Essa escadaria hieroglífica contém mais de 1.250 blocos de pedra com até 2,200 hieróglifos que constituem o texto de grande tamanho trabalhado em pedra que tem encontrado jamais na antiga América. Cada passo que se dá na escadaria está gravado com textos maias que descrevem a história de Copán. Quando essa construção foi descoberta pela primeira vez, se falava em ruinas, e se montou de novo sem compreender sua linguagem sem conhecer a sequência correta de seus blocos. Como resultado, o texto se encontra desordenado e o conteúdo da história das escadarias se desconhece. O que é certo, no entanto, é que é uma história sobre os 16 reis de Copán, que começa por Yax Kuk Moh na base e acaba com a de “18 Coelho” na escada 61, acima de tudo. A história parecer fazer ênfase no 12] rei K’ak Uti Ha K’awiil, algo talvez relacionado com seu sepultamento, situado nas profundidades da pirâmide da escadaria. No eixo central dessa escadaria há também cinco retratos de reis anteriores usando com seus melhores adornos militares. Seus adornos nos falam de guerras, auto sacrifício e culto aos antepassados.

Pintura da escadaria dos hieróglifos em Copán, Honduras (Scott & Emily/Flickr)

Altar Q: Arte em honra aos 16 reis

Copán é considerado o mais famoso sitio artístico do mundo maia. Na maior parte de seus monumentos se podem encontrar hieróglifos, mas isso não se limitam a registar a história e das tradições dos maias. Os próprios monumentos estão codificados com imagem e iconografia. Por exemplo, o Altar Q é considerado pelo general umas das peças mais intrigantes dentre todas as obras de arte dessa cidade. As quatro caras dessa pedra esculpida nos mostram retratos dos 16 reis de Copán sentados em tronos formados pelos símbolos de seus nomes. A imagem de Yax K’uk Mo’ numa das caras do Altar Q é uma das mais detalhadas de toda Copán, até o ponto que chegam a apreciasse nela, inclusive suas joias. O mítico monarca aparece representado com brincos dilatadores em suas orelhas e uma barra de jade pendurado horizontalmente sobre seu peito. O relevo também o mostra sustentando um escudo em seu braço direito, o qual nos indica que eram um guerreiro canhoto.

Altar Q, Copán, Honduras (Simon Fraser University Museum)

O primeiro europeu que descobriu Copán foi o explorador espanhol Diego Garcia de Palacio no ano 1570. Escreveu uma descrição dos restos da cidade maia destinada ao rei Felipe II, mas não fez nenhum esforço para explorar as ruinas. Muitos anos mais tarde, o explorador norte americano John Lloyd Stephens, junto com o arquiteto e pintor britânico Frederick Catherwood, redescobriram Copán em 1839. Continuando com sua exploração no ano seguinte, documentaram as ruinas pela primeira vez na história e são reconhecidos como os redescobridores da civilização maia. Em 1841, Stephens e Catherwood publicaram um livro titulado “Incidências de uma viagem à América Central, Chiapas e Yucatán. ” O livro estava ilustrado com gravuras baseados nas pinturas de Catherwood e era a descrição mais detalhada da cultura maia publicada até o momento. Essas pinturas têm estado em circulação durante mais de 150 anos e são as principais responsáveis da representação da cultura maia ao resto do mundo.

Ao longo de todo o século XIX levariam em frente expedições sucessivas em Copán por parte de diversas equipes de arqueólogos. Finalmente, durante os anos 30 e 40, as ruinas foram restaurados por um grupo patrocinado pela Instituição Carnegie de Washington D. C. e o governo de Honduras.

O projeto arqueológico mais ambicioso empreendido no local até o dia de hoje é o Projeto Arqueológico Copán, que se iniciou em 1977 graças a um acordo de colaboração entre arqueólogos norte-americanos e hondurenhos e que tem seguido adiante desde então.

150 anos e um sitio maia bem documentado

Situado nas próprias ruinas de Copán está o Museu de Escultura de Copán. Aberto em 1996, surgiu a partir de uma colaboração internacional destinada a conservar os monumentos originais de Copán, e abriga melhores exemplos conhecidos de esculturas dessa antiga cidade.

Após 150 anos de investigação, podemos assegurar que Copán é o sitio maia mais documentado de todos os conhecidos, e é considerada uma das mais belas e importantes cidades dessa civilização. Foi declarada Patrimônio Mundial da UNESCO em 1980 e a visitam mais de 150.000 turistas nacionais e internacionais todos os anos.

Para maiores informações sobre as ruinas maias de Copán em Honduras, veja esse vídeo:

Fonte: https://www.ancient-origins.es/lugares-antiguos-americas/ciudad-maya-copan-002803

Publicado por Ufologia & Cosmos

Sou analista de sistemas apaixonado pelos estudos da teoria dos antigos astronautas.

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