Autor: Daily Mail Tradução: Rafael Barros
Os antigos egípcios podem ter deixado para trás uma pista enigmática sobre uma segunda Esfinge oculta, esculpida diretamente na pedra há mais de 3.000 anos.
A Estela do Sonho, localizada entre as patas da Grande Esfinge, parece retratar duas figuras de esfinges, sugerindo que o lendário monumento pode ter tido um gêmeo no passado.
Agora, pesquisadores italianos que, em 2025, afirmaram tê-lo descoberto enormes estruturas subterrâneas sob o Planalto de Gizé acreditam ter identificado o segundo guardião enterrado nas profundezas das areias.
Filippo Biondi revelou a descoberta na quinta-feira, durante uma participação no podcast “Matt Beall Limitless”, explicando que as linhas traçadas das pirâmides até a Esfinge conhecida apontam para um local idêntico, refletido, onde se acredita que a estrutura enterrada esteja localizada.
“Estamos encontrando uma correlação geométrica precisa, 100% de correlação, nessa simetria”, disse ele, acrescentando: “Estamos muito confiantes em anunciar isso… temos cerca de 80% de confiança.”
Usando tecnologia de radar por satélite capaz de detectar vibrações sutis no solo, Biondi afirmou que os dados apontam para uma estrutura maciça escondida sob um monte de areia endurecida de 55 metros de altura, que, segundo ele, é composto de areia solidificada em vez de rocha natural.
Varreduras preliminares mostram poços verticais e passagens surpreendentemente semelhantes às já encontradas sob a Esfinge original, com densas linhas verticais que se acredita representarem as paredes sólidas de poços subterrâneos, em vez de vazios.
Além da possível segunda Esfinge, Biondi acredita que as descobertas sugerem algo ainda maior: um extenso complexo subterrâneo sob o próprio Planalto de Gizé.
“Lá embaixo do Planalto de Gizé, há algo grandioso que estamos medindo”, disse ele. “Há uma megaestrutura subterrânea.”

A Estela do Sonho, também conhecida como Estela da Esfinge, foi erguida entre as patas dianteiras da Grande Esfinge de Gizé pelo faraó Tutmés IV por volta de 1401 a.C., durante a XVIII Dinastia do Egito.
A inscrição antiga, como muitas outras criadas durante o Império Novo, tinha como objetivo fortalecer o direito divino do governante ao trono.
Reza a lenda que a estela justificou a ascensão inesperada de Tutmés IV ao poder ao relatar um sonho em que a Esfinge lhe prometeu o trono em troca da restauração do monumento, combinando propaganda política com legitimidade religiosa e documentando os primeiros esforços de restauração.
No entanto, Biondi e sua equipe acreditam que há mais verdade do que mito por trás das imagens, afirmando que as esculturas mostrando duas figuras de esfinges podem não ter sido simbólicas de forma alguma, mas sim uma pista sobre o desenho dos próprios monumentos.
Ele e sua equipe não são os únicos pesquisadores a sugerir que uma segunda Esfinge pode estar enterrada sob o Planalto de Gizé, já que o egiptólogo Bassam El Shammaa levantou essa teoria pela primeira vez há mais de uma década.
El Shammaa citou registros e mitologia do antigo Egito que descrevem um raio atingindo a Esfinge, o que ele acredita que pode se referir a um segundo monumento que foi posteriormente destruído, possivelmente após ser amaldiçoado por uma das divindades mais poderosas do Egito.
O ex-ministro de Antiguidades do Egito, Zahi Hawass, há muito rejeita a teoria de El Shammaa, observando em 2017 que a área já foi escavada por tantos arqueólogos e não revelou nada.
No entanto, Biondi explicou que, ao traçar uma linha do centro da Pirâmide de Quéfren até a Esfinge existente, o alinhamento criava um trajeto geométrico preciso através do planalto, formando o que ele descreveu como uma linha de referência espelhada, usada para identificar o segundo local.

Quando esse mesmo alinhamento foi refletido a partir do centro da Grande Pirâmide, ele apontou para outro local no lado oposto, exatamente onde as imagens de varredura sugerem agora que uma segunda Esfinge possa estar enterrada sob um monte de areia endurecida.
Imagens de satélite do Planalto de Gizé, que abriga a Grande Pirâmide de Quéops, a Pirâmide de Quéfren, a Pirâmide de Menkaure (“Miquerinos”) e a Grande Esfinge, revelaram um monte na superfície, e Filippo acredita que ele esteja acima da segunda esfinge.
“Essa pequena montanha tem uma altura de aproximadamente 33 metros”, explicou ele. “A primeira Esfinge fica ligeiramente abaixo da superfície circundante, em uma depressão rasa, então é possível que a segunda Esfinge esteja escondida sob esse monte mais alto.”

Ele notou que os pesquisadores ainda estão trabalhando para comparar as altitudes entre a Esfinge conhecida e o monte, a fim de determinar se suas alturas coincidem, incluindo a medição da distância de cada uma em relação à superfície do planalto circundante.
“Temos que estudar isso com mais cuidado”, disse ele. “Faz sentido comparar as altitudes, mas ainda estamos analisando os dados.”
Apesar das incertezas remanescentes, Biondi disse que a equipe acredita que a estrutura, se existir, provavelmente está enterrada sob o monte, em vez de exposta acima do solo.
“Provavelmente a segunda Esfinge está sob aquela pequena montanha”, disse ele. “Porque ela é alta, cerca de 33 metros acima do terreno.”
Biondi disse que as varreduras da Esfinge original também revelaram uma rede de poços e câmaras sob o monumento, características que ele agora acredita estarem presentes sob a suposta segunda estrutura.
As varreduras captaram colunas na primeira Esfinge e na hipotética segunda Esfinge, explicou ele, observando que as semelhanças entre os dois locais estão se tornando cada vez mais difíceis de ignorar.


Biondi também afirmou que as imagens preliminares das novas varreduras mostram não apenas colunas verticais, mas também passagens horizontais que se estendem a partir de seções mais profundas do subsolo.
As varreduras do que a equipe chama de terceiro, e o mais baixo, também revelaram túneis horizontais que se ramificam para fora.
Ele acrescentou que os pesquisadores estão agora mapeando essas passagens, que parecem espelhar rotas horizontais semelhantes identificadas anteriormente sob a primeira Esfinge, sugerindo o que ele descreveu como uma “incrível simetria” entre ambas as estruturas.
“Há uma simetria incrível entre a primeira e a segunda”, acrescentou Biondi.
Segundo Biondi, as características verticais observadas nas imagens não representam aberturas vazias, mas sim as densas paredes externas de poços subterrâneos.
Apesar das implicações dramáticas, ele ressaltou que o trabalho de campo continua sendo essencial antes que se possa chegar a conclusões definitivas.

“No que diz respeito à segunda Esfinge, é importante ir ao local com geólogos e estudar minuciosamente o monte” — disse Biondi. “Estamos muito confiantes de que não se trata de rocha… a areia se solidificou.”
A equipe já começou a preparar planos formais para avançar caso a permissão seja concedida.
“Localizamos algumas entradas especiais onde podemos trabalhar no local. Isso significa que redigimos uma proposta de projeto que pode ser apresentada às autoridades egípcias”, disse Biondi.
Nessa proposta de projeto, indicamos especificamente que algumas colunas são visíveis, localizados entre a primeira Esfinge e a pirâmide de Quéfren.
Ele disse que os pesquisadores identificaram duas ou três colunas na área, incluindo uma coluna particularmente grande que parece estar bloqueada por detritos, que, segundo ele, foi medida durante visitas de campo e parece obstruir pontos de acesso mais profundos, acrescentando que a remoção desses bloqueios poderia ser a chave para desvendar o que se encontra abaixo.
Os detritos, segundo Biondi, também podem ser facilmente removidos, permitindo que ele e sua equipe tenham acesso seguro às estruturas subterrâneas abaixo, potencialmente abrindo o que ele descreveu como entradas para uma rede subterrânea maior sob o planalto.
Fonte: Daily Mail





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