Autora: Dra. Lydia de Leon Tradução: Rafael Barros
Durante séculos, os que procuram civilizações perdidas têm olhado para o outro lado do Atlântico em busca da Atlântida, a misteriosa terra descrita por Platão como uma sociedade avançada destruída por um grande cataclismo. O Egito, o Mediterrâneo e a cordilheira do Atlantico Médio foram propostos como seu local de descanso.

Mas e se parte do legado da Atlântida tivesse sobrevivido — não apenas no fundo do mar, mas nas imensidões das selvas da América Central?
A Guatemala, com suas monumentais cidades maias, tradições míticas e complexos de templos sagrados, pode guardar ecos de um mundo já esquecido. Descobertas arqueológicas recentes, combinadas com paralelos mitológicos, sugerem que os antigos maias preservaram fragmentos de uma memória muito mais antiga: uma memória que se assemelha fortemente ao relato de Platão sobre a Atlântida.
Mitos do cataclismo e do renascimento
O relato de Platão em Timeu e Crítias descreve a Atlântida como uma civilização poderosa que caiu devido à sua própria arrogância, varrida por inundações e terremotos. Sólon, que aprendeu com o sacerdote Sonchis no Templo de Neith em Sais, no Egito (hoje inundado), nos fornece muitas referências interessantes sobre a Atlântida.

Eles descrevem intensos terremotos seguidos por enormes ondas de tsunami que destruíram até mesmo parte da Acrópole, que, como mencionado, era muito maior nos tempos pré-cataclísmicos do que parece hoje. Há também menção a Phaethon — o filho do Sol — que, em sua carruagem, perdeu o rumo e caiu na Terra. Isso poderia, na verdade, simbolizar uma erupção solar, uma hipótese apoiada pelo Dr. Robert Schoch e outros cientistas notáveis.
Outra possibilidade é que isso possa descrever o impacto de um cometa. Provas científicas de tal evento foram encontradas na forma de uma camada rica em nano-diamantes na América Central e em partes da Europa. Quando se começa a juntar todas essas peças, fica claro que isso não é apenas um conto de fadas ou uma invenção da imaginação de Platão. Até mesmo a data apresentada por Platão para o cataclismo e a destruição da Atlântida é 9.600 a.C., o que coincide com a hipótese do Younger Dryas.
Para aqueles que se sentem atraídos pela Atlântida, civilizações perdidas e a sabedoria dos antigos, a Guatemala oferece não apenas respostas, mas experiências transformadoras.
Fonte: Ancient Origins






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