Autor: Erick Nielssen Maravilla Tradução: Rafael Barros
A Biblioteca de Alexandria era conhecida na antiguidade como o centro do conhecimento humano. Será que foi destruída para eliminar essa sabedoria original?
Considerada uma verdadeira “Biblioteca universal” do mundo antigo, chegou a abrigar mais de 900.000 manuscritos que foram destruídos por uma série de desastres e guerras. Acredita-se que todo o conhecimento científico dos gregos tenha sido perdido. Alguns pesquisadores afirmam que sua destruição foi proposital.
Estava localizada na cidade portuária de Alexandria, no Egito. Foi fundada no século III a.C. por Ptolomeu I Sóter. Fazia parte do Museu Alexandrino ou “Templo das Musas”. Quem a idealizou foi o político Demétrio de Falero, com o objetivo de preservar todos os livros do mundo.
Biblioteca de Alexandria: biblioteca universal do conhecimento original

O museu era um centro de culto com santuários para cada uma das nove musas, mas também funcionava como um local de estudo com áreas de leitura, laboratórios, observatórios e residências. Alexandria era uma cidade cultural e um centro de pesquisa científica.
Entre suas áreas estavam: retórica, leis, épica, tragédia, comédia, poesia lírica, história, medicina, matemática e ciências naturais. Acredita-se que toda a obra da Grécia Antiga estava lá, como as obras de Homero, Sócrates, Platão e até mesmo a coleção particular de Aristóteles (supostamente).
Mais de 100 acadêmicos se hospedaram no Museu, realizando pesquisas científicas, publicando, traduzindo e compilando manuscritos de todas as partes do mundo: da Grécia, Egito, Assíria, Pérsia, Israel, textos budistas, hindus, etc. Eruditos gregos, como Platão, Heródoto, Teofrasto ou Eudoxo de Cnido, iam a Alexandria para fazer pesquisas.
Sua Destruição foi planejada?

O infame incêndio ocorreu provavelmente por volta do ano 48, provocado por Júlio César, durante sua batalha de Alexandria. No entanto, o que pode ter provocado sua destruição total foi uma série de desastres ocorridos nos séculos II e III, como a Guerra de Kitos (115-117), na qual os rebeldes judeus destruíram grande parte da cidade egípcia, quando a cidade foi destruída por Valeriano em 253, ou em 273, quando Aureliano a reconquistou para os romanos.
O mais misterioso é que não foram encontrados vestígios arquitetônicos da Biblioteca de Alexandria. De acordo com Helena Blavatsky, em seu livro Ísis sem Véu, alguns rabinos da Palestina e alguns chamados “homens sábios” lhe comunicaram que os bibliotecários e centenas de escravos conseguiram salvar muitos dos rolos e manuscritos.
De acordo com o autor, Manly P. Hall, muitos desses livros que foram salvos teriam sido enterrados no Egito e na Índia. Também disse que permaneceriam escondidos e que a humanidade ainda não descobriria “muitas grandes verdades filosóficas e místicas”. Esse conhecimento estaria relacionado a uma “continuidade dos mistérios pagãos do cristianismo”. Para Hall, esses mistérios representam o verdadeiro cristianismo, mencionando até mesmo que Jesus visitou a Grécia e a Índia.

Para o autor, Lucio Russo, grande parte da pesquisa científica dos gregos foi perdida. Por exemplo, conhecemos o nome de Posidônio, um estudioso que se dedicou a várias áreas da ciência, mas toda a sua obra também se perdeu. Também não foram encontrados os escritos de Herófilo, fundador da medicina científica, nem de Ctesíbio, inventor e engenheiro de Alexandria.
Por isso, acredita-se que a Biblioteca de Alexandria tenha sido destruída propositalmente, para esconder esses conhecimentos, inclusive para fazer algum tipo de “reinício” ou “reset” deles. Não somente do suposto esoterismo do cristianismo primitivo, mas também de outros temas, como astronomia e vida em outros planetas. Outro exemplo crucial é que quase todos os escritos de Hiparco de Nicéia (“pai da astronomia”) estão perdidos até hoje.
Fonte: CODIGO OCULTO






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