Autor: site Mystery Planet                           Tradução de: Rafael Barros

A mesma equipe de pesquisadores italianos que chocaram o mundo ao descobrir estruturas subterrâneas sob as pirâmides de Gizé reacendeu o mistério das origens da civilização egípcia.

Crédito: Hongbin / Khafre Research Project.

Desta vez, eles revelaram imagens de radar que mostram o que poderiam ser estruturas enormes escondidas sob a Grande Esfinge de Gizé. De acordo com suas descobertas, sob a famosa estátua há um poço vertical de dimensões colossais e duas câmaras subterrâneas, que poderiam fazer parte de uma cidade perdida no planalto de Gizé e até mesmo estar ligadas ao enigmático Salão de Registros – que místicos como Edgar Cayce acreditam que abrigaria antigos conhecimentos e sabedoria perdida, possivelmente relacionados a uma civilização avançada que existiu milhares de anos antes do Egito conhecido.

As descobertas foram apresentadas na recente Cosmic Summit na Carolina do Norte, um evento com foco em teorias alternativas da história antiga. Apesar do ceticismo manifestado pela arqueologia convencional, os pesquisadores dizem que seus dados apontam para uma descoberta extraordinária.

Esboço antigo mostrando a suposta localização do Salão dos Registros.

Filippo Biondi, especialista em radar da Universidade de Strathclyde, na Escócia, disse ao DailyMail: “Esses resultados apoiam fortemente a hipótese de que o subsolo de Gizé oculta um vasto complexo subterrâneo, possivelmente uma cidade inteira”.

Usando a tecnologia de radar Doppler SAR – uma técnica de detecção de satélite de alta precisão – a equipe conseguiu gerar mapas tridimensionais do subsolo. As imagens revelaram um poço descendente a partir da base da Esfinge, envolto pelo que parece ser uma escadaria em espiral, levando a duas câmaras quadradas localizadas a profundidades de cerca de 600 e 1.200 metros, respectivamente.

Infraestruturas detectadas na Grande Esfinge. Crédito: Khafre Research Project.

As câmaras, com 40 metros de cada lado, parecem estar conectadas por um túnel e fazem parte do que os cientistas acreditam que possa ser uma rede de estruturas ocultas sob todo o platô, o que mudaria completamente a interpretação tradicional dos monumentos egípcios.

O egiptólogo Armando Mei, coautor do estudo, assinala que estruturas semelhantes já foram detectadas sob as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos, o que sugeriria um projeto arquitetônico unificado. “Essa descoberta mostra que o planalto de Gizé foi planejado muito antes da era dinástica, possivelmente por volta de 36.400 a.C.”, diz ele.

Essa linha de pensamento, popularizada por autores como Graham Hancock, propõe que os sobreviventes do cataclismo transmitiram conhecimentos de astronomia, arquitetura e geometria sagrada para culturas posteriores, incluindo os antigos egípcios.

A equipe agora espera obter permissão do governo egípcio para fazer escavações sob a Esfinge e testar suas teorias. “A humanidade tem o direito de saber quem somos. Porque, por enquanto, não sabemos”, concluiu Biondi.

Fonte original: DailyMail

Fonte: Mystery Planet

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