Autor: Planeta Maldek Tradução: Rafael Barros
Há milhares de anos, no coração do Iraque, prosperava uma grande civilização. Eridu, a cidade mais antiga do Império sumério, se erguia orgulhosa no antigo monte Meru. Segundo os arqueólogos convencionais, isso foi o berço da civilização.
Eles afirmam que a civilização começou na Mesopotâmia há cerca de 6.000 anos, quando pequenos grupos de caçadores-trabalhadores evoluíram para comunidades semissedentárias e adotaram a agricultura, o planejamento urbano, a engenharia, a ciência e a matemática. Todos esses elementos marcaram o nascimento do que hoje reconhecemos como civilização.
No entanto, muitos pesquisadores em todo o mundo propõem uma ideia intrigante: a civilização existia na Terra muito antes dos sumérios, e sua principal fonte são os próprios registros dos sumérios.
Chegada dos Anunnaki
Antigas tabuletas cuneiformes revelam uma lista de reis que governaram há dezenas de milhares de anos. Essas tabuletas também falam de uma época em que os humanos coexistiam com seres poderosos que desceram do céu: os Anunnaki. Acredita-se que esses seres celestiais, os Anunnaki, tenham sido os arquitetos por trás da criação das civilizações suméria e babilônica.

Eles forneceram à humanidade os fundamentos da civilização, introduzindo a criação de animais e a agricultura. É interessante notar que os sumérios também narram um evento cataclísmico causado na Terra pelos Anunnaki, que lembra muito o Grande Dilúvio descrito mais tarde na Bíblia hebraica.
A revelação dessa conexão entre os relatos sumérios e a história bíblica do dilúvio veio à tona em 2009, graças ao Dr. Irving Finkel, um eminente especialista em escrita cuneiforme. Sua tradução de uma tábua suméria de 3.700 anos revelou uma narrativa paralela ao conhecido relato bíblico.
Nesse texto antigo, os seres humanos ficam sabendo pelos deuses de uma catástrofe iminente que causará um dilúvio, levando-os a construir uma arca para salvar suas vidas.
Histórias do diluvio no mundo todo
O aspecto mais surpreendente dessa descoberta é a idade dessa tabuleta, que data de pelo menos mil anos antes do relato bíblico. Essa revelação nos obriga a reconsiderar as origens da história do dilúvio e suas possíveis raízes.
Embora existam histórias de dilúvio muito semelhantes em vários textos e culturas antigas em todo o mundo, os principais arqueólogos argumentavam anteriormente que não havia evidências que sustentassem a existência de civilizações antes de 6.000 anos atrás, lançando dúvidas sobre a autenticidade de tal cataclismo. No entanto, no início da década de 1990, houve um ponto de virada em nossa compreensão da história antiga.

Klaus Schmidt, do Instituto Arqueológico Alemão, embarcou em uma missão de escavação em Göbekli Tepe, no sudeste da Turquia. O que ele descobriu surpreendeu o mundo arqueológico. Göbekli Tepe, que data de 12.000 anos atrás (cerca de 10.000 a.C.), revelou estruturas monumentais espetaculares que desafiaram a crença predominante de que as pessoas daquela época eram meros caçadores-trabalhadores primitivos.
Göbekli Tepe tornou-se o primeiro sítio arqueológico do mundo a legitimar uma antiguidade tão remota. Essa descoberta revolucionária pintou o quadro de uma sociedade complexa e avançada numa época em que os historiadores acreditavam que só existiam comunidades simples de caçadores-trabalhadores.
Em essência, a descoberta de Göbekli Tepe abriu um novo capítulo em nossa compreensão das antigas civilizações. Ela sugere que a história de nosso passado é muito mais enigmática e multifacetada do que jamais imaginamos.
A possibilidade de uma grande inundação em um passado distante, refletida em mitos e lendas em todo o mundo, continua a nos intrigar e nos convida a explorar ainda mais os mistérios de nossa história antiga.
À medida que continuamos a nos aprofundar no passado, tabuletas antigas, escritas cuneiformes e descobertas arqueológicas podem revelar ainda mais segredos que remodelarão nossa percepção do mundo antigo. Os mistérios do nosso passado, à espera de serem desenterrados, são a chave para desvendar as enigmáticas origens das primeiras civilizações.
Fonte: Planeta Maldek






Deixe um comentário aqui