Autor: Planeta Maldek                                 Traduzido por: Rafael Barros

A “bolsa dos deuses” é um símbolo arqueológico intrigante, representado em diversas culturas antigas ao redor do mundo, separadas por grandes distâncias e períodos históricos. Esse objeto, que aparece como uma pequena bolsa com uma alça, tem intrigado os pesquisadores devido à sua presença em contextos culturais aparentemente desconectados. Este artigo explora as civilizações que o representaram, sua possível natureza, teorias sobre seu significado e hipóteses sobre sua função.

Civilizações que representavam a bolsa

A bolsa aparece em várias culturas antigas. Na Mesopotâmia, os sumérios e assírios (por volta de 3000-1000 a.C.) a mostram em relevos de figuras divinas, como os Anunnaki, geralmente ao lado da “árvore da vida”. Em Göbekli Tepe (Turquia, por volta de 9600-7000 a.C.), pilares esculpidos apresentam figuras segurando bolsas semelhantes. Nas Américas, os olmecas (por volta de 1200-400 a.C.) e outras culturas mesoamericanas, bem como sítios andinos como Tiahuanaco, exibem representações semelhantes. Imagens semelhantes também foram identificadas na Índia e na Indonésia antiga, o que sugere uma surpreendente distribuição global para um símbolo tão específico.

O que era a Bolsa dos Deuses

A bolsa dos deuses

A bolsa é sempre retratada como um objeto retangular ou quadrado com uma alça curva na parte superior. Seu desenho varia ligeiramente de cultura para cultura, mas sua forma básica é notavelmente uniforme. Na Mesopotâmia, ela é associada a rituais e divindades, enquanto em outras regiões seu contexto é menos claro. Não foram encontrados artefatos físicos que correspondam exatamente a essas representações, o que levou a especulações sobre se era um objeto real, um símbolo abstrato ou uma peça cerimonial.

Teoria sobre sua natureza

Várias teorias tentaram explicar a bolsa, que vão desde o prático até a especulação:

  • Teoria Tecnológica: Alguns, como os que defendem a teoria dos antigos astronautas, propõem que a bolsa era um dispositivo tecnológico, possivelmente um “computador portátil” usado por seres avançados. Essa ideia, embora popular nos círculos alternativos, não tem evidências arqueológicas sólidas e é rejeitada pelo meio acadêmico.
  • Teoria simbólica: Outra hipótese sugere que a bolsa representava conceitos cósmicos, como a união do céu (alça curva) e da terra (base quadrada). Entretanto, essa interpretação é imprecisa e não explica sua presença ao lado de outros símbolos cósmicos.
  • Teoria Ritual: Na Mesopotâmia, a bolsa pode ter sido um vaso cerimonial, talvez para água sagrada ou itens rituais. Essa teoria é mais amplamente aceita, mas não se aplica facilmente a outras culturas em que o contexto é diferente.
  • Teoria da Difusão Cultural: A semelhança do símbolo em culturas distantes levou a especulações sobre uma possível conexão cultural ou ideia compartilhada na antiguidade. No entanto, a falta de evidências de contato entre essas civilizações torna essa teoria difícil de ser comprovada.

Qual era sua função?

A função da bolsa segue sendo um mistério. Na Mesopotâmia, sua associação com rituais e divindades sugere um propósito cerimonial, possivelmente como recipiente de objetos sagrados. Em outras culturas, seu papel não é tão claro, mas sua presença em mãos de figuras importantes indica um significado de autoridade ou poder. A teoria tecnológica, ainda que fascinante, não é apoiada por provas fisicas, enquanto que a interpretação ritual parece mais plausível, ainda que não é universal. A uniformidade do simbolo sugere uma função compartilhada ou um arquétipo cultural, mas sem registros claros, sua finalidade exata permanece indefinida.

Qual era a função da Bolsa dos Deuses?

Conclusão

A bolsa dos deuses é um enigma que conecta civilizações tão diversas como os sumérios, os olmecas e as culturas de Göbekli Tepe. Sua presença global desafia as explicações convencionais sobre a história humana, sugerindo possíveis conexões culturais ou simbólicas profundas. As teorias sobre sua natureza e função englobam desde o ritual até a especulação, porém ninguém oferece uma resposta definitiva. Esse símbolo segue sendo um lembrete do quanto ainda há para ser descoberto sobre nosso passado, convidando-nos a continuar explorando os mistérios das civilizações antigas.

Fonte: Planeta Maldek

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