Autor: Site Mystery Planet                          Tradução de: Rafael Barros

Joe Rogan teve uma intensa discussão com Zahi Hawass durante uma recente transmissão de seu podcast, que rapidamente se tornou viral nas redes sociais pela maneira como o apresentador desafiou os argumentos do famoso egiptólogo.

Na entrevista (disponível abaixo), Rogan também desafiou Hawass sobre a idade da Grande Esfinge, a construção das Grandes Pirâmides de Gizé e a lista de reis pré-dinásticos do Egito Antigo, que alguns pesquisadores colocam muito antes da história oficial aceitável. O egiptólogo ficou surpreso com várias das perguntas.

O foco da controvérsia foi uma descoberta feita em março por uma equipe de pesquisadores italianos, que afirmam ter detectado, por meio de imagens de satélite de radar tomográfico, uma série de poços verticais sob a pirâmide de Quéfren, a segunda maior das três pirâmides do planalto de Gizé. Essas estruturas subterrâneas, de acordo com as imagens, se estendem a uma profundidade de mais de 600 metros e podem esconder câmaras não registradas anteriormente.

Zahi Hawass, ex-ministro de antiguidades do Egito e personagem regular de documentários sobre a terra dos faraós, descreveu sem rodeios o estudo como “lixo”.

“Consultei os melhores especialistas em radar e ultrassom. Todos eles me disseram que isso é um absurdo. Essa tecnologia não pode penetrar tão profundamente sob a rocha sólida”, disse Hawass no podcast.

Rogan, no entanto, não perdeu a oportunidade de questionar a autoridade do egiptólogo em assuntos técnicos. “Você entende a tecnologia por trás das imagens de satélite?”, perguntou ele. Hawass admitiu que não: “Não sou um cientista”, respondeu ele.

A resposta gerou uma onda de reações on-line, classificando o convidado como “o pior da história do programa”.

Imagem baseada pelo SAR mostrando anomalias que se acredita indicar a presença de oito tubos ou poços verticais sob a Segunda Pirâmide. Crédito: Projeto SAR Kephren.

Ao longo do episódio, o apresentador tentou qualificar o debate, reconhecendo que Hawass foi quem redescobriu e escavou o Poço de Osíris – uma complexa tumba subterrânea que teria feito parte dos ritos funerários ligados ao deus Osíris -, mas questionou por que o arqueólogo negou a validade de imagens que parecem confirmar suas próprias descobertas por meio de novas tecnologias.

“O radar mostrou com precisão a estrutura do Poço de Osíris em uma profundidade de 15 metros. Se essa parte é precisa, por que descartar de imediato a possibilidade de haver mais além disso?”, insistiu Rogan. O egiptólogo rebateu dizendo que a base da pirâmide é composta de 28 pés de rocha sólida, o que tornaria impossível a existência de estruturas subjacentes. “Acredito nos cientistas da Scan Pyramids, não são esses italianos”, disse ele.

Descoberta na década de 1990, a tumba de Osíris em Gizé é uma estrutura subterrânea localizada perto da Grande Pirâmide. Essa tumba está localizada num complexo de poços e câmaras escavados na rocha. A câmara desconhecida detectada recentemente (imagem) teria um sarcófago cercado por água. Crédito: Projeto SAR Khafre.

Filippo Biondi, um dos autores do estudo de satélite, disse à mídia que sua equipe havia enviado uma consulta oficial ao Ministério da Cultura do Egito, mas nunca recebeu uma resposta. Mesmo assim, ele reiterou sua disposição para o diálogo: “Nunca desrespeitamos o Dr. Hawass. Somos profissionais, interessados na verdade histórica. Não estamos procurando polêmica”.

Armando Mei, outro membro da equipe italiana, foi mais direto: “Qualquer outro comentário sobre as declarações do Dr. Hawass é desnecessário. Se ele tivesse a humildade de entender o assunto e participar de um debate informado, evitaria se expor a tais demonstrações de ignorância”.

O episódio completo, que já acumulou centenas de milhares de visualizações, põe em discussão um velho dilema: Até que ponto a ciência tradicional deve estar receptiva ao uso de novas tecnologias para redescobrir os mistérios do passado?

Fonte01: DM Fonte 02: Mystery Planet

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