Autor:  Mystery Planet                     Tradução de: Rafael Barros

Como um descobrimento desse tipo poderia pôr em perigo a grandeza da antiga civilização egípcia? O que é que o famoso egiptólogo quer dizer com isso?

Um comunicado à imprensa publicado em 15 de março informou que a tecnologia de radar de abertura sintética (SAR) detectou estruturas internas nunca antes vistas dentro da pirâmide de Quéfren e, o que é mais surpreendente, uma extensa rede subterrânea que se estende sob todo o complexo de Gizé. Porém, esse estudo – por enquanto – não é apoiado por uma auditoria ou por dados de georadar obtidos por cientistas independentes.

Recentemente, o renomado egiptólogo Zahi Hawass descartou completamente os rumores espalhados por pesquisadores italianos sobre a possível existência de colunas ou outras estruturas subterrâneas sob a pirâmide de Quéfren. Agora, em uma declaração publicada em seu perfil no Facebook, ele reafirmou sua posição, chamando essas alegações de “falsas” e assegurando que não há evidências científicas para apoiar essas teorias. Ele também insistiu que o Conselho Supremo de Antiguidades do Egito não concedeu permissão para pesquisas dentro da pirâmide e que nenhum radar foi usado para explorar sua base.

No entanto, as declarações de Hawass tem gerado controvérsia, em espacial pela forma em que concluiu sua mensagem: assegurando que esses rumores buscam “abalar a grandeza do Antigo Egito”.

Apesar das afirmações de Hawass em sua declaração, é preciso lembrar que o acúmulo de dados brutos de SAR é feito remotamente, o que significa que a equipe italiana não precisou do consentimento do governo egípcio para executar seu trabalho.

Essa postura não é nova para o egiptólogo, que ao longo dos anos tem demonstrado uma abordagem extremamente protecionista e nacionalista em relação ao passado de seu país, chegando ao ponto de desacreditar estudos científicos que não se encaixam na narrativa oficial. Mas como a descoberta de estruturas subterrâneas sob a pirâmide de Quéfren poderia representar uma ameaça à grandeza do Egito? Na verdade, essa descoberta só aumentaria o mistério e a admiração da já imponente civilização do Nilo….. Caso contrário, será que Hawass está sugerindo que a origem egípcia não é garantida no platô de Gizé se o que está sob as areias for conhecido?

Evidências de um Egito subterrâneo

A rejeição total de Hawass a qualquer hipótese alternativa também é questionável em vista de outras descobertas de natureza extraordinária que apontam para segredos subterrâneos.

Em 1982, o arqueólogo Mark Lehner, com financiamento da Fundação Cayce, detectou por meio de sondas uma cavidade subterrânea sob uma das garras da Grande Esfinge – um monumento também atribuído a Quéfren por estar alinhado com sua pirâmide. Isso foi confirmado pouco tempo depois pelos americanos J. A. West e Robert Schoch, que, usando instrumentação de alta tecnologia, detectaram novamente anomalias sob a Esfinge, indicando a presença de cavidades retangulares entre as garras da rocha e ao longo das laterais do monumento. Outras investigações foram bloqueadas pelas autoridades egípcias por recomendação de Hawass.

Já neste século, em 2018, uma equipe de cientistas russos e alemães publicou um estudo que mostrava como a outra grande pirâmide do trio em Gizé, Quéops, pode concentrar energia eletromagnética em suas câmaras internas, especialmente em sua parte subterrânea mais baixa.

Em 2024, outro grupo de pesquisadores estrangeiros, liderado pelo Dr. Sakuji Yoshimura, realizou um levantamento geofísico usando uma combinação de radar de penetração no solo e tomografia de resistividade elétrica em uma área inexplorada do cemitério ocidental de Gizé, diretamente a oeste da Grande Pirâmide e ao norte da Pirâmide de Quéfren. O resultado foi a descoberta de uma estrutura subterrânea na forma de um “L”.

Essas descobertas sugerem que as pirâmides talvez possuam propriedades ainda não compreendidas e levantam questões sobre o que está abaixo delas.

Conclusão

No final, a negação categórica de Hawass não encerra o debate; pelo contrário, ele o estimula. Se a história nos ensinou alguma coisa, é que as grandes descobertas geralmente desafiam os relatos oficiais. É possível que sob as monumentais pirâmides da Quarta Dinastia exista algo que possa reescrever o que sabemos sobre o Egito antigo? E, em caso afirmativo, quem tem o poder de decidir quais verdades podem ver a luz do dia e quais devem permanecer enterradas?

Fonte: Mystery Planet

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