Autor: Planeta Maldek Tradução de: Rafael Barros
Os anjos caídos e rebeldes que foram expulsos do céu na terra, povoam as mitologias e os textos religiosos das três principais religiões abraâmicas.
No entanto, o termo “anjo caído” não aparece nas escrituras abraâmicas nem na Bíblia, ainda que se se utiliza comumente para descrever os anjos que pecaram no céu e posteriormente foram expulsos na terra para práticas sua magia malévola.
Para a maiorias dos cristãos, o Diabo foi um dia o anjo Lúcifer que desafiou Deus e caiu em desgraça, e por isso é recordado como um “anjo caído”. Segundo o livro do historiador Lester L. Grabbe, “A History of the Jews and Judaism in the Second Temple Period”, na mitologia religiosa judaica, de finais do período do Segundo Templo (516 a. C. – 70 d. C), os Filhos de Deus, conhecidos como Nefilim eram os gigantes bíblicos considerados descendentes monstruosos de anjos caídos que procriavam com mulheres humanas.
Além disso, o Livro 4 de Daniel fala de seres celestiais chamados “vigilantes”, que se apaixonaram por mulheres humanas.
Como o mundo se livrou dos Nefilim
Para livrar o mundo dos problemáticos nefilins, Deus causou o dilúvio universal, mas embora eles tenham sido fisicamente afogados, dez por cento dos espíritos desencarnados dos Nefilim permaneceram após o dilúvio, suas almas destinadas a atormentar a vida na terra como demônios. Mais tarde, a teologia cristã sustentou que os pecados dos anjos caídos ocorreram antes do início da história humana e que eles estavam associados aos exércitos da rebelião satânica contra Deus, mas todos os sistemas religiosos acabaram por combater os anjos caídos como entidades demoníacas.
Embora os chamados anjos caídos na mitologia cristã e pagã incluíssem Belial, Belzebu, Moloch, Chemosh e o próprio Satanás, o livro de 1984, The Qur’an and Its Interpreters, Volume 1, explica que sempre foi um ponto de grande debate entre os historiadores se os Jinn do Alcorão das tradições islâmicas são ou não as mesmas entidades que os anjos caídos bíblicos.

Os Sidhes – Os Anjos Caídos da Antiga Irlanda
Quase todas as pessoas, onde quer que tenha nascido, geralmente desde muito cedo, já ouviram falar de demônios e a maioria das pessoas religiosas já se deparou com o termo “anjo caído”. No entanto, na Irlanda e na Escócia pré-cristãs, as expressões “anjos caídos” e “demônios” não eram tão utilizadas como as expressões “fadas” e “folclore”.
Tal como os anjos caídos e os demônios, as fadas também espreitavam nas encruzilhadas, guardavam portões e pontes, escondiam-se nas árvores e nos telhados… e causavam estragos quando as pessoas dormiam. Abençoavam ou amaldiçoavam os casamentos, ajudavam ou arruinavam nascimentos e determinavam o sucesso das colheitas.
Basicamente o anjo caído e a fada eram mediadores entre este reino material e o Outro Mundo.
Todas estas entidades metamorfas viajavam livremente entre os mundos e, na mitologia e na religião, dotaram os humanos de forças demoníacas e sobre-humanas e inspiraram e cumpriram os destinos de pessoas com vontades destrutivas.
Em seu livro “Irish Fairy Stories” (Contos de fadas irlandeses), Sinéad de Valera explica que “Os Sidhes” é um antigo termo irlandês para designar uma raça sobrenatural da mitologia celta, similar ao escocês “sìth”. Hoje, ambos os termos são popularmente conhecidos como “fadas”.
Fonte: Planeta Maldek






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