Autor: Planeta Maldek Tradução de: Rafael Barros
Teotihuacán ainda guarda muitos segredos. Durante muito tempo, arqueólogos, historiadores e entusiastas tem tratado de revelar os antigos mistérios da civilização, no entanto, suas origens ainda escapam do nosso entendimento.
As extensas ruinas de Teotihuacán tem cativado durante muito tempo os arqueólogos, historiadores e entusiastas das antigas civilizações. Situado a somente 50 quilômetros a nordeste da Cidade do México, este enigmático complexo urbano é testemunha da engenhosidade de sus construtores, os teotihuacanos.
No entanto, apesar de sua grandeza. Teotihuacán segue rodeada de mistérios, com muitas perguntas que persistem sobre suas verdadeiras origens e o destino de seus habitantes.
Teotihuacán, frequentemente chamada da Roma da Mesoamérica, ocupa um local único nos anéis da história. Data do século I d. C. antecede a poderosa civilização Maia em um século e tinha uma população estimada em quase 100.000 pessoas durante o seu apogeu.
A cidade foi o centro comercial e religioso que marcou o tom das cidade-estado subsequentes na região.
No entanto, o que realmente distingue Teotihuacán é a ausência de hieróglifos ou registos escritos. Ao contrário de muitas culturas mesoamericanas contemporâneas, os teotihuacanos não deixaram história escrita, deixando os pesquisadores modernos sem uma narrativa clara de suas conquistas, governantes ou dos eventos que ocorreram dentro das enormes muralhas da cidade.

Pirâmide do Sol e a Pirâmide da Lua.
O coração de Teotihuacán é dominado por duas pirâmides emblemáticas: a Pirâmide do Sol e a Pirâmide da Lua. Estas estruturas imponentes, juntamente com o Templo de Quetzalcoatl, delimitam a Avenida dos Mortos, uma via central que atravessa o complexo.
Mais de 200 edifícios menores e milhares de casas rodeiam esta grande avenida, dando a imagem de um próspero centro urbano.
A atração de Teotihuacán vai para além da sua escala e das suas maravilhas arquitetônicas. É um local onde o mito e a história se fundem, onde o passado e o desconhecido convergem. Textos antigos da civilização Asteca, que chegou muito depois do declínio de Teotihuacán, sugerem uma ligação entre os dois.
Segundo as lendas astecas, seus ancestrais surgiram de um local chamado Chicomoztoc, uma caverna com sete câmaras que abrigava as sete tribos. Surpreendentemente, alguns pesquisadores propõem que Chicomoztoc, possa ter um equivalente no mundo real sob Teotihuacán, sob a Pirâmide do Sol, onde se tem descoberto uma caverna com sete câmaras.
Uma lenda em particular, recolhida pelo cronista espanhol Gerónimo de Mendieta, acrescenta uma parte intrigante ao mistério. Fala de deuses que descem à Terra vindos do céu, possivelmente numa nave, para moldar os humanos a partir de ossos, cinzas e do seu próprio sangue.

Essa narração planta a questão de seus antepassados foram testemunhas de encontros extraterrestres que deram formas a seus sistemas de crenças e civilizações
Enquanto aprofundamos nos mistérios de Teotihuacán, somos confrontados com a desconcertante ausência de uma trajetória evolutiva clara para as proezas de engenharia e arquitetura da cidade.
A tecnologia e o artesanato em exposição parecem desafiar a sabedoria convencional da época, o que levanta a questão da origem de conhecimentos e competências tão avançados.
Na nossa busca para desvendar o enigma de Teotihuacán, temos de reconhecer as limitações do nosso conhecimento. As origens da cidade permanecem indefinidas, os seus construtores não foram nomeados e a sua história não foi escrita.
No entanto, é uma testemunha das profundas capacidades das antigas civilizações e dos mistérios que seguem cativando nossa imaginação.
Fonte: Planeta Maldek






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