Autor: Planeta Maldek Tradução de: Rafael Barros
Um antigo manuscrito apócrifo, e não incluído na Bíblia e que contém passagens que não em contradição com a corrente principal e algumas crenças. Talvez esse foi o motivo para não o considerar. Nas seguintes linhas dizemos-lhe os trechos mais importantes desse “Livro Proibido”.
“Nosso sol é umas das cem bilhões de estrelas da nossa galáxia. Nossa galáxia é um dos biliões de galáxias que povoam o universo. Seria o cúmulo da presunção pensar que somos o único ser vivo nesta vasta imensidão.” Wernher Von Braun
O antigo livro de Enoque segue sendo um dos textos religiosos fundamentais dos coptas, ou seja, os etíopes, antecessores dos egípcios. Segundo a Bíblia, Enoque é o sétimo dos patriarcas. Em muitos aspectos, esse livro é único, fascinante e digno da atenção dos maiores especialistas. Na verdade, descreve detalhadamente o acontecimento que a Bíblia apresenta como a Queda dos Anjos rebeldes e remete a imagem de Enoque como o “filho amado” de Deus.
História controversa
Essas escrituras que se remontam a tempos imemoriais, quando ainda se desconhecia o próprio conceito de alma, também provocam guerras cósmicas. Provavelmente, portanto, esse texto é uma das obras mais controversas da antiguidade. Tudo começo com a sequestro de Enoque pelos “anjos” e o “Senhor dos Senhores”, como ele mesmo os chama, que lhe ensinam os segredos da criação. que lhe ensinam os segredos da criação. Enoque acrescenta a isso muitas observações pessoais.
É evidente que o Concílio de Trento, celebrado entre 1545 e 1563, classificou o Livro de Enoque como apócrifo. Por isso a Bíblia cita Enoque quase exclusivamente como o patriarca judeu, dando testemunho da Queda dos Anjos Rebeldes e apagando todos os vestígios do que resta. O objetivo óbvio dos teólogos cristãos e judeus é evitar muitas das questões levantadas no texto, não mencionando, por exemplo, a existência de outras formas de vida inteligente.

A incrível viagem do patriarca
O Livro de Enoque foi retirado do sexto capítulo do Génesis. Está escrito nesse livro que durante a época de Jared, pai de Enoque, 200 anjos rebeldes, chamados Observadores ou Vigilantes atingem o cume do Monte Hérmon, a mais de 3.000 metros de altura e se preparam para se juntar com a raça humana.
Ensinaram aos homens a arte de fabricar armas mediante do trabalho dos metais, ensinaram as mulheres a se pintar e se vestir com coqueteria e revelar às pessoas a arte da bruxaria e da magia. Trata-se, portanto, de uma antiga civilização tribal, para a qual uma raça mais avançada estuda a astronomia, a astrologia e a meteorologia, bem como o sol, a lua e a terra. Da união entre as duas raças nascem os gigantes, que, no entanto, rapidamente revelam o seu descontrolo e começam a devorar pessoas.
Os anjos rebeldes
Deus decide então que os anjos rebeldes devem ser castigados e envia os seus próprios Vigilantes – Gabriel, Rafael e Uriel – Envia os seus próprios Vigilantes – Gabriel, Rafael e Uriel – à Terra para impor a sua vontade. Em seguida, desencadeia o Dilúvio para limpar a Terra, poupando apenas Noé.
Alguns estudiosos apontam para as semelhanças entre os anjos caídos descritos por Enoque e as figuras dos astronautas. Eles baseiam a sua hipótese no fato de que o pensamento e as atitudes desses anjos rebeldes são tipicamente humanos e, portanto, incompatíveis com qualquer natureza divina.
Noé e a Arca
Quando Noé tinha acabado de nascer, o seu bisavô Enoque previu não só o destino pessoal do construtor da arca salvadora, mas também o futuro catastrófico de toda a humanidade nos tempos remotos do Dilúvio. Após a crucificação de Cristo, o quadro do Apocalipse será “pintado” por João, o Teólogo, momento em que termina a era dos profetas – então, o Reino dos Céus deveria ser conquistado por um esforço de vontade e fé. Era pela fé nos fatos que uma pessoa deveria mudar o código genético da morte.
Antes do Dilúvio
O ancestral Enoque, de uma forma estranha, “saiu” do Antigo Testamento, embora fosse dotado de capacidades únicas desde o nascimento. Depois de Adão, ele deveria fazer uma viagem ao Céu e ganhar poder não só sobre as pessoas, mas também sobre os gigantes que viviam na Terra nessa altura. A influência sobre as pessoas de criaturas de grande estatura, chamada no sexto livro do Génesis de “povos gloriosos dos tempos antigos”, tornou-se fundamental no período do Antigo Testamento.
Gigantes – Os Nefilim cometeram um grande pecado quando “viram que as filhas dos homens eram belas e começaram a possuí-las”. Em termos modernos, houve uma fusão genética de duas raças que, de acordo com as leis da civilização extraterrestre dos nefilins (que o próprio Enoque chama de anjos, indicando sua origem celestial), era considerado inaceitável. Dos casamentos mistos começaram a surgir pessoas de estatura anormal.
Os Nefilins ensinaram aos humanos a extraírem metais da terra, fabricar armas, a criar joias, a observar as estrelas e a usar as plantas para curar e fazer feitiços. Mas logo os gigantes “comeram todos os lucros do povo”, de modo que este já não os podia alimentar. Os poderes superiores decidiram pôr fim a esta situação e todos os povos tiveram que morrer ao mesmo tempo. A missão de acabar com a ilegalidade dos “anjos” coube a Enoque, pois ele tinha poder sobre eles. Mas os Nefilim não podiam mais parar.
Nessa altura, estavam a decorrer no Universo processos globais, em muitos aspectos semelhantes ao que está acontecendo agora. Se levarmos em conta que existe alguém com uma superinteligência, então não foi difícil para ele calcular o momento mais favorável para a destruição da humanidade. Esse momento ficou registado na memória humana como o Dilúvio. Mesmo assim, um pequeno grupo de pessoas liderado por Noé conseguiu escapar. Além disso, anjos enviados do céu ajudaram Noé a construir a arca.
Noé é o herdeiro direto de Adão. A sua família não foi afetada pela “influência” dos Nefilins, embora o pai de Noé, Lameque, tenha ficado espantado quando nasceu o futuro salvador da raça humana. Uma luz sobrenatural emanou do bebé, e ele imediatamente “começou a falar com o Senhor da justiça”.
Lameque ficou assustado porque pensou que Noé tinha nascido dos anjos. Correu para o seu pai Matusalém para lhe contar a sua suspeita. Matusalém, por sua vez, ofereceu-se para pedir conselhos ao seu pai Enoque. Enoque tirou as dúvidas dos seus descendentes e aconselhou a dar ao recém-nascido o nome de Noé, que significa pacificador, uma vez que era ele que iria salvar a raça humana durante o cataclismo. Mais tarde, Enoque acrescentou que, num futuro longínquo, a humanidade viverá choques muito mais perigosos do que um dilúvio. Mas ele próprio se escondeu do povo, e toda a sua vida posterior foi passada com os santos.

Depois do Dilúvio
As profecias de Enoque refletida nos monumentos literários apócrifos “O Livro de Enoque”, “O Livro dos Jubileus” e outros. Esses livros não são reconhecidos pelos teólogos oficiais, mas isso é compreensivo. Se levarmos em consideração que estes livros foram escritos uns 200-300 anos antes da Primeira Vinda, alguns dos conhecimentos neles contidos permanecem incompreensíveis devido à sua profundidade divina.
Enoque descreve claramente a estrutura do universo e dá um calendário exato. Mas mesmo num passado recente, os cientistas que se atreviam a dizer que a Terra é redonda eram queimados na fogueira pelos ortodoxos das igrejas oficiais.
Trechos dos Livros de Enoque:
Depois do Dilúvio
“E depois disso (o dilúvio) a falsidade será muito maior do que a que foi cometida antes na Terra; pois eu conheço os segredos dos santos, porque Ele – o Senhor – permitiu-me vê-los e os revelou a mim, e eu os li nas tábuas do céu. E vi o que estava escrito nelas, que geração após geração será perversa, até que se levante uma raça de justos, e a injustiça será condenada à destruição, e o pecado desaparecerá da terra, e tudo o que é bom aparecerá nela.”
Sobre a Primeira Vinda
“A Sabedoria não encontrou lugar na terra para viver, e por isso a sua morada foi no céu. A Sabedoria veio viver entre os filhos dos homens e não encontrou lugar para si; então a Sabedoria voltou ao seu lugar e tomou o seu lugar entre os anjos. E a falsidade saiu dos seus armazéns: não o procurando (recepção), ela o encontrou e habitou entre eles (o povo), como a chuva no deserto e como o orvalho numa terra sedenta.”
Sobre a Segunda Vinda
“Naquele dia, o Escolhido sentar-se-á no trono da Sua glória, e fará uma escolha entre as Suas obras (e lugares sem número, e o Seu espírito será fortalecido nas suas entranhas (dos povos), pois verão o Meu Escolhido e aqueles que imploraram o Meu santo e glorioso nome. E nesse dia enviarei o Meu Escolhido para habitar no meio deles, e transformarei o céu, e o prepararei para a bênção eterna e a luz eterna. E mudarei a Terra e a prepararei para a bênção, e nela estabelecerei os Meus escolhidos; o pecado e os crimes desaparecerão nela – não aparecerão. Porque Eu vi e enchi os Meus justos de paz e os pus diante de Mim; para os pecadores tenho um julgamento para os destruir da face da terra.”
Sobre o Juízo Final
“O Filho do Homem expulsará os reis dos seus tronos e dos seus reinos, porque não o exaltam e não reconhecem com gratidão de onde vem o reino… E estes são os que condenam as estrelas do céu, e levantam as mãos contra o Altíssimo, e pisam a terra e os que nela habitam; todas as suas obras são falsas, e revelam mentiras; a sua força baseia-se nas suas riquezas, e a sua fé refere-se a deuses feitos pelas suas próprias mãos; e eles rejeitaram o nome do Senhor dos Espíritos.”
Sobre os cataclismos
“E quando Ele enviar a Sua Palavra sobre vós, não ficareis assombrados e não tereis medo. Então, todos as luzes estremecerão de grande temor, e a terra será atingida, tremerá, estremecerá e temerá”.
Depois dos cataclismos
“E naqueles dias, os justos deviam gritar aos filhos da Terra e apresentar um testemunho sobre a sua sabedoria (dos livros); mostrar-lhes – pois sois os seus líderes – e recompensas para toda a Terra. Pois Eu e o Meu Filho nos juntaremos a eles para todo o sempre nos caminhos da justiça nas suas vidas. E a paz estará convosco: alegrai-vos, sois filhos da justiça, de fato!”
Explicações e fontes:
- Apócrifos (do grego “secreto”, “oculto”): obras religiosas cujos conteúdos não coincide com a doutrina oficial.
- “Livro de Enoque”, “Livro dos Jubileus” referem-se a 323-30 a.C.
- Citações da versão etíope do Primeiro Livro de Enoque. A primeira tradução europeia ao inglês foi realizada por R. Lawrence e publicada em Oxford em 1821. O texto foi traduzido ao russo pelo sacerdote ortodoxo A. V. Smirnov em 1888.
- Enoque – O patriarca do Antigo Testamento dos tempos antediluvianos, bisavô de Noé, o construtor da arca, sétimo da lista de gerações dos descendentes de Adão. Um análogo de Enoque nos monumentos literários sumério-acadianos de Enmendurana, o sétimo na lista de reis. Enoque é venerado como o fundados da escrita. Foi a primeira pessoa à que Deus levou ao céu. Além dele, o profeta Elias, Melquisedeque, o apostolo João também foram honrados com tal destino (na tradução mesopotâmica, também existe Adapa – o Adão bíblico.
Fonte: Planeta Maldek






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