Autor: Mystery Planet Tradução de: Rafael Barros
Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv (TAU) e a Universidade Ariel tem desenvolvido um modelo de inteligência artificial que pode traduzir automaticamente texto acádio escrito em cuneiforme para o inglês.

No auge de sua expansão no século VII a.C., durante o Império neo-assírio, Assíria controlava um território que hoje compreenderia parcial ou totalmente os países do Iraque, Síria, Palestina, Israel, Jordânia, Líbano, Turquia, Irã, Arabia Saudita, Egito, Kuwait, Chipre, Armênia, Azerbaijão e Geórgia.
As escavações realizadas em muitos desses sítios, sobretudo nas grandes capitais, mas também nos centros administrativos provinciais, permitiram o descobrimento de milhares de tabuletas de argilas escritas em cuneiforme que tem permitido conhecer muitos aspectos da vida dos antigos assírios. Distribuem-se de forma desigual no espaço e no tempo, de modo que certos períodos, lugares e atividades determinados estão bem documentados, como o mercado internacional assírio do século XIX, enquanto de outros nada é conhecido, como as atividades agrícolas ao redor da cidade acadiana de Assur no mesmo período.

No entanto, a grande quantidade dessas tabuletas tem superado historicamente o número limitado de especialistas que podem lê-las. Até agora, porque a nova tecnologia que está revolucionando o mundo poderia o trocar todo.
Uma equipe dirigida pelo Dr. Shai Gordin da Universidade Ariel, e o Dr. Gai Gutherz, o Dr. Jhonathan Berant e o Dr. Omer Levy da TAU, tem desenvolvido um novo modelo de aprendizagem automático capaz de traduzi-la.

Esse modelo de IA foi formado em duas versões: uma que traduz o acádio a partir de representações dos símbolos cuneiformes na escrita latina e outra que traduz a parte de representações Unicode dos símbolos cuneiformes. A primeira versão, atingiu uma pontuação de 37,47 no Best Bilingual Evaluation Understudy 4 (BLEU), que é uma prova de nível de correspondente entre a tradução humana e a máquina de um mesmo texto.
Colaboração homem-máquina
O software é mais eficaz quando são traduzidas frases de 118 ou menos caracteres. Em algumas das frases produziu «alucinações», um resultado sintaticamente correto em inglês, mas não exato.
Gordin assinalou que, na maioria dos casos, a tradução poderia ser usada com o primeiro passo no texto. Os autores propõem que a tradução automática pode ser usada como parte de uma colaboração homem-máquina, e quem os estudiosos humanos corrijam e aperfeiçoam os resultados dos modelos.

«Pode ser um processo complexo, já que geralmente requer não só um conhecimento especializado de dois idiomas deferentes, sendo também diferentes ambientes culturais. As ferramentas digitais que podem ajudar com a tradução são cada vez mais onipresentes cada ano, vinculadas aos avanços em como como o reconhecimento ótico de caracteres (OCR) e a tradução automática. As antigas línguas, no entanto, elas ainda representam um grande problema nesse sentido. Sua leitura e compreensão requerem o conhecimento de uma comunidade linguística morta há muito tempo e, além disso os textos em si também podem ser muito fragmentados, concluíram os pesquisadores israelenses.
Um artigo detalhando o novo avanço tem sido publicado no PNAS Nexus.
Fonte: JPost Edição: MP. Fonte 2: Mystery Planet






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